O esquema de tratamento neoadjuvante utilizado no Cross Trial é:
- A)Cisplatina com 5-FU e 41,4 Gy em 23 frações.
Errada, porque o esquema do CROSS não usa cisplatina com 5-FU, e sim carboplatina com paclitaxel.
- B)Carboplatina com paclitaxel e 41,4 Gy em 23 frações.
Certa, pois o CROSS Trial empregou carboplatina com paclitaxel associada a radioterapia de 41,4 Gy em 23 frações.
- C)Cisplatina com paclitaxel e 45 Gy em 25 frações.
Errada, porque mistura o esquema quimioterápico com uma dose e fracionamento que não correspondem ao estudo CROSS.
- D)Carboplatina com paclitaxel e 45 Gy em 25 frações.
Errada, pois embora traga carboplatina com paclitaxel, a dose radioterápica está incorreta para o CROSS.
- E)Carboplatina com 5-FU e 41,4 Gy em 23 frações.
Errada, porque o CROSS não utilizou carboplatina com 5-FU, e sim carboplatina com paclitaxel.
Gabarito: B
O Cross Trial ficou famoso por definir um esquema de neoadjuvância muito usado no câncer de esôfago e da junção esofagogástrica. Ele combinou quimioterapia com carboplatina e paclitaxel junto de radioterapia pré-operatória, com objetivo de reduzir o tumor antes da cirurgia e aumentar a chance de ressecção completa. É aquele clássico caso em que o tratamento vem em equipe para tentar deixar o campo mais limpo para o cirurgião. O ponto que a banca adora cobrar é o detalhe do esquema: carboplatina com paclitaxel e dose total de 41,4 Gy em 23 frações. Isso vem do estudo CROSS, publicado no New England Journal of Medicine, que se tornou referência pela melhora de sobrevida e aumento da taxa de ressecção R0 em comparação à cirurgia isolada. Por isso o gabarito é a letra B. Se você lembrar de "CROSS = carbo + taxol + 41,4 Gy", já mata a questão sem drama. O resto das alternativas mistura fármacos ou troca dose e fracionamento, que é justamente a armadilha preferida da banca.