Entre as opções abaixo, assinale a que identifica os tipos de tratamentos radioterápicos que obtiveram importantes avanços no planejamento a partir do uso de Radioterapia Guiada por Imagem – IGRT (Image-Guided Radiation Therapy).
- A)Radioterapia Convencional 2D em áreas estendidas e sem planejamento tridimensional.
Errada, porque a radioterapia convencional 2D não depende de IGRT e justamente representa uma técnica mais antiga, sem o refinamento do planejamento tridimensional guiado por imagem.
- B)Radioterapia Estereotáxica (SRS e SBRT), tanto intracraniana quanto extracraniana.
Certa, porque a radioterapia estereotáxica, intracraniana e extracraniana, ganhou grande precisão com a IGRT, que permite localizar o alvo com maior exatidão antes e durante as aplicações.
- C)Braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR) utilizando fontes de Irídio-192.
Errada, porque braquiterapia de baixa taxa de dose com Irídio-192 não é o exemplo clássico de avanço relacionado à IGRT nesta abordagem da questão.
- D)Radiocirurgia sem qualquer tipo de monitoramento de posição tumoral.
Errada, porque radiocirurgia sem monitoramento de posição tumoral é o oposto da lógica da IGRT, que existe justamente para acompanhar e corrigir o posicionamento.
- E)Hipertermia em associação à Radioterapia.
Errada, porque hipertermia é uma modalidade adjuvante e não um tratamento radioterápico cujo planejamento tenha avançado especificamente com IGRT.
Gabarito: B
A IGRT, ou radioterapia guiada por imagem, é o recurso que permite conferir a posição do tumor antes e durante o tratamento, ajustando o alvo com muito mais precisão. Na prática, ela nasceu para reduzir erro de posicionamento e margem de segurança, especialmente quando o alvo pode se mover com a respiração, com o enchimento de órgãos ou com pequenas variações do paciente entre as sessões. Por isso, os maiores ganhos da IGRT aparecem nos tratamentos que exigem alta precisão espacial e dose muito concentrada, como a radioterapia estereotáxica. Isso vale tanto para a SRS, usada em lesões intracranianas, quanto para a SBRT, aplicada fora do crânio, como em pulmão, fígado e próstata. Nesse cenário, a imagem diária ou mesmo em tempo real ajuda a acertar o alvo sem “atirar no escuro”. A alternativa B está correta exatamente por isso: SRS e SBRT dependem muito do controle fino de posicionamento e se beneficiaram fortemente do planejamento e da execução guiados por imagem. Já a radioterapia convencional 2D, a braquiterapia LDR com Irídio-192, a radiocirurgia sem monitoramento e a hipertermia não representam o grupo clássico de técnicas cujo avanço principal veio da IGRT. Em linguagem de prova: IGRT conversa muito com estereotaxia, precisão e adaptação do tratamento ao posicionamento real do paciente. Se a técnica pede “acerto milimétrico”, a imagem entra como copiloto obrigatório.