No estudo do abdome agudo, as incidências básicas incluem
- A)PA supino; AP ortostática; Lateral direita.
Errada, porque lateral direita não é a incidência básica clássica para abdome agudo e não substitui a radiografia de tórax em PA.
- B)PA ortostática; PA supino; Lateral esquerda.
Errada, porque mistura posições inadequadas para o protocolo básico e deixa de incluir a radiografia de tórax, que é fundamental na pesquisa de pneumoperitônio.
- C)PA supino; AP ortostática; AP da pelve.
Errada, porque a AP da pelve não faz parte do conjunto clássico de incidências básicas do abdome agudo.
- D)PA supino; Lateral esquerda; Lateral direita.
Errada, porque faltam a incidência ortostática e a radiografia de tórax, e as laterais não são o padrão básico do protocolo.
- E)AP supino; AP ortostática; PA do tórax.
Certa, porque o conjunto básico inclui abdome AP supino, AP ortostática e radiografia de tórax em PA para pesquisar ar livre e níveis hidroaéreos.
Gabarito: E
No abdome agudo, o objetivo da radiografia simples não é “ver tudo”, mas achar sinais rápidos de perfuração, obstrução e níveis hidroaéreos. Por isso, o protocolo básico costuma combinar uma incidência do abdome em decúbito, uma em ortostatismo e uma radiografia de tórax em PA, que ajuda a pesquisar ar livre sob o diafragma. É o trio clássico que a prova adora cobrar. A imagem do abdome em AP supino mostra a distribuição geral das alças, dilatações e padrão gasoso. A ortostática é importante para evidenciar níveis hidroaéreos e líquido livre em algumas situações. Já o tórax em PA entra porque um pneumoperitônio pode aparecer primeiro ali, como aquele detalhe que salva o diagnóstico antes de virar novela. Por isso, a alternativa E está correta: AP supino, AP ortostática e PA do tórax. Essa é a combinação mais cobrada como incidência básica no estudo do abdome agudo em radiologia convencional. Em termos práticos, é o exame inicial para triagem, embora hoje muitas condutas complementem com ultrassonografia ou tomografia, conforme a suspeita clínica.