Sobre a aplicação da ultrassonografia intervencionista em urologia está correta, assinale a afirmativa correta.
- A)A ultrassonografia intervencionista é limitada à realização de drenagens percutâneas de abscessos renais, não sendo utilizada em biópsias renais ou prostáticas.
Errada, porque a ultrassonografia intervencionista também é usada em biópsias renais e prostáticas, e não apenas em drenagens de abscessos.
- B)A ultrassonografia intervencionista é a técnica preferida para biópsias de próstata devido à sua alta resolução espacial, embora sua utilização seja restrita a casos de difícil acesso.
Errada, porque a US é muito usada para biópsia prostática, mas não por ser a de maior resolução espacial e não fica restrita a casos de difícil acesso.
- C)A ultrassonografia intervencionista em urologia é indicada apenas para guiar procedimentos terapêuticos, como drenagem de cistos renais simples, não sendo útil em procedimentos diagnósticos como biópsias.
Errada, porque a ultrassonografia intervencionista não serve só para terapias: ela também é amplamente usada em procedimentos diagnósticos, como biópsias.
- D)A ultrassonografia intervencionista é uma ferramenta essencial na urologia, sendo empregada tanto em biópsias renais e prostáticas, como também em drenagens de abscessos, mas sua eficácia é limitada a casos em que o paciente apresenta histórico de câncer urológico.
Errada, porque o uso da ultrassonografia intervencionista não depende de histórico de câncer urológico; ela é indicada conforme a necessidade clínica e o alvo do procedimento.
- E)A ultrassonografia intervencionista é eficaz para guiar biópsias renais e prostáticas, mas sua utilização é menos indicada quando há presença de estruturas calcificadas, devido à baixa resolução em imagens de alta densidade.
Certa, porque a ultrassonografia pode guiar biópsias renais e prostáticas, mas calcificações geram artefatos como sombra acústica e podem dificultar a visualização.
Gabarito: E
A ultrassonografia intervencionista é aquela em que o ultrassom deixa de ser só "olheiro" e passa a ser também "mão na massa": ele guia agulhas, cateteres e outros procedimentos com mais segurança. Em urologia, isso aparece com frequência em biópsias renais e prostáticas, além de drenagens de abscessos e coleções. A grande vantagem é permitir visualizar o trajeto do instrumento em tempo real, reduzindo risco de lesão de estruturas vizinhas. Na prática, a US é muito usada para orientar biópsia de próstata e de rim, sobretudo porque é um método acessível, sem radiação e com ótima visualização de partes moles. Claro que o exame não faz milagre: quando há calcificações, elas podem gerar sombra acústica e atrapalhar a visualização da área de interesse, dificultando o procedimento. É por isso que a alternativa E acerta ao lembrar essa limitação técnica. Perceba que a ideia central não é a presença de câncer nem a indicação exclusiva para terapias. A ultrassonografia intervencionista tem papel diagnóstico e terapêutico, com destaque para biópsias e drenagens. Em provas, a banca gosta de testar exatamente isso: se você sabe que o ultrassom guia o procedimento em tempo real e que calcificações podem atrapalhar a imagem por artefatos, você já saiu na frente. Como apoio doutrinário, isso é compatível com a prática consagrada em radiologia intervencionista e urologia, em que a ultrassonografia é método de eleição para várias punções e biópsias por sua segurança e disponibilidade.