Recomenda-se que os seguintes níveis linfáticos sejam eletivamente incluídos em tumores de cavidade oral com linfonodo negativo:
- A)II, III e IV.
Errada, porque os níveis II, III e IV deixam de fora o nível I, que é um dos primeiros sítios de drenagem da cavidade oral.
- B)I, II e III.
Certa, pois em cavidade oral cN0 a irradiação eletiva costuma abranger os níveis I, II e III.
- C)I, II, III e linfonodos retrofaríngeos.
Errada, porque inclui os retrofaríngeos, que não são alvo eletivo de rotina nos tumores de cavidade oral.
- D)I, II, III e IV.
Errada, porque acrescenta o nível IV sem indicação eletiva habitual e ainda não destaca a lógica mais clássica da drenagem inicial.
- E)I-V, LN retrofaríngeos.
Errada, porque a dissecção/irradiação de I-V com retrofaríngeos é ampla demais para um pescoço clinicamente negativo em cavidade oral.
Gabarito: B
Nos tumores de cavidade oral, a lógica do tratamento eletivo dos linfonodos segue o caminho mais provável de drenagem linfática. Como a doença costuma espalhar primeiro para os níveis cervicais mais próximos, a irradiação profilática em paciente clinicamente N0 deve cobrir os níveis I, II e III. Isso vale especialmente para evitar falha regional em áreas de drenagem habitual da língua, assoalho da boca e mucosa oral em geral. Repare que não se faz, de rotina, uma cobertura mais extensa sem indicação específica, porque radioterapia preventiva também tem custo biológico: mais volume irradiado significa mais xerostomia, disfagia e toxicidade desnecessária. Em prova, a banca costuma cobrar justamente esse equilíbrio entre cobertura adequada e não exagerar no campo. Por isso o gabarito é a letra B. Em termos práticos, a inclusão eletiva de I, II e III é a recomendação clássica para cavidade oral com pescoço clinicamente negativo, enquanto níveis mais baixos ou regiões como retrofaríngeos não entram de rotina, salvo situações particulares do tumor e da extensão da doença.