Os valores máximos aceitos como tolerância de equivalente de dose ambiente (mSv/ano) para áreas livres e controladas, respectivamente, de serviços de radiografia médica convencional, fluoroscopia e radiologia intervencionista, mamografia e tomografia computadorizada médica são
- A)1,0 e 10,0.
Errada, porque 1,0 e 10,0 mSv/ano não correspondem aos limites de tolerância usados para áreas livres e controladas nesses serviços.
- B)0,5 e 20,0.
Errada, porque os limites cobrados para essas áreas são mais restritivos do que 0,5 e 20,0 mSv/ano, especialmente para área controlada.
- C)20,0 e 500,0.
Errada, porque 20,0 e 500,0 mSv/ano são valores muito acima do aceitável em radioproteção e não se aplicam a essas áreas.
- D)0,5 e 5,0.
Certa, porque os valores de tolerância para área livre e controlada são, respectivamente, 0,5 e 5,0 mSv/ano.
- E)1,0 e 20,0.
Errada, porque 1,0 e 20,0 mSv/ano não são os limites normativos para a classificação dessas áreas em radiodiagnóstico.
Gabarito: D
Em radioproteção, a regra é simples: quanto mais próxima a área estiver da sala com radiação, mais rigoroso precisa ser o controle. Em serviços de radiodiagnóstico, a classificação das áreas costuma usar limites anuais de equivalente de dose ambiente para separar áreas livres e áreas controladas. A ideia é proteger trabalhadores, pacientes e também quem circula por perto sem necessidade. Nos serviços de radiografia médica convencional, fluoroscopia, radiologia intervencionista, mamografia e tomografia computadorizada, o valor máximo aceito como tolerância para área livre é de 0,5 mSv/ano, e para área controlada é de 5,0 mSv/ano. Esses números são os parâmetros clássicos cobrados em prova e refletem a lógica de vigilância mais intensa nas áreas onde a exposição potencial é maior. Por isso, o gabarito é a letra D. A banca quer que você associe corretamente os limites: área livre com dose muito baixa e área controlada com limite maior, mas ainda bem restritivo. Não é a mesma coisa que limite ocupacional do trabalhador, nem limite de dose do público em geral, então cuidado para não misturar as categorias. Como fundamento, essa cobrança se alinha às normas de radioproteção da CNEN e às diretrizes de proteção radiológica aplicáveis aos serviços de radiodiagnóstico, que organizam as áreas conforme risco e controle de acesso. Em prova, a pegadinha costuma ser justamente trocar esses valores ou inflar os números como se fossem limites ocupacionais.