Em relação ao uso de meios de contraste na pediatria, assinale a afirmativa correta.
- A)A dose dos meios de contraste é a mesma para crianças e adultos, independentemente do peso ou idade.
Errada, porque a dose em pediatria deve ser ajustada por peso, idade e exame, e não igual à do adulto.
- B)Os meios de contraste iodados iônicos são preferidos em pediatria devido à sua menor toxicidade.
Errada, porque os meios de contraste iodados não iônicos costumam ser preferidos em pediatria por melhor perfil de segurança.
- C)Todos os meios de contraste à base de gadolínio são aprovados para uso pediátrico.
Errada, porque a aprovação dos contrastes à base de gadolínio varia conforme o produto e a faixa etária, não sendo universal.
- D)A equação de Bedside Schwartz é recomendada para o cálculo da taxa de filtração glomerular em pacientes pediátricos.
Certa, porque a fórmula de Bedside Schwartz é uma referência prática para estimar a TFG em pacientes pediátricos.
- E)As diretrizes para uso de meios de contraste em pediatria são amplamente baseadas em estudos específicos para crianças.
Errada, porque as recomendações em pediatria muitas vezes derivam de extrapolação de dados de adultos e de consenso, já que os estudos específicos em crianças são mais limitados.
Gabarito: D
Em pediatria, o uso de contraste exige cuidado redobrado porque criança não é um adulto em miniatura: a dose costuma ser ajustada por peso, idade, função renal e, em alguns exames, pela indicação clínica. Além disso, a escolha do contraste leva em conta segurança, risco de reação e a capacidade do rim de eliminar a substância. Por isso, a avaliação prévia da função renal é um passo importante antes de contrastes iodados e gadolínio. A alternativa correta é a D porque, na prática pediátrica, a estimativa da taxa de filtração glomerular é feita por fórmulas apropriadas para crianças, e a Bedside Schwartz é uma das mais usadas. Ela ajuda a estimar a função renal a partir da creatinina sérica e da estatura, o que é útil para decidir com mais segurança o uso de meios de contraste, especialmente quando há preocupação com nefrotoxicidade ou com o risco associado aos agentes à base de gadolínio. As outras alternativas escorregam em pontos clássicos de prova. Não existe regra de dose igual para adulto e criança, e tampouco os iodados iônicos são os preferidos em pediatria, porque os não iônicos costumam ser melhor tolerados. Também não é correto dizer que todos os contrastes com gadolínio são aprovados para uso pediátrico, já que o uso depende do produto, da faixa etária e da indicação. Em resumo: em pediatria, contraste sem checar o rim é convite para dor de cabeça. A banca costuma cobrar justamente essa ideia central - criança exige cálculo e seleção cuidadosa, não cópia da lógica do adulto.