Em relação às possíveis consequências do extravasamento de contraste iodado na Tomografia Computadorizada, assinale a afirmativa correta.
- A)Extravasamento de contraste iodado não apresenta consequências clínicas e não requer nenhuma intervenção.
Errada, porque o extravasamento pode sim causar dor, edema e complicações locais, exigindo avaliação e conduta.
- B)A incidência de extravasamento é maior com o uso de bombas injetoras do que com a injeção manual.
Errada, pois o uso de bomba injetora não é, por si só, o que define maior incidência em relação à injeção manual; o risco depende de vários fatores, como acesso venoso e técnica.
- C)As principais complicações do extravasamento incluem insuficiência renal aguda e reação alérgica grave.
Errada, porque insuficiência renal aguda e reação alérgica grave são complicações sistêmicas do contraste, não consequências típicas do extravasamento local.
- D)O extravasamento de contraste iodado é comum e ocorre em quase todos os pacientes submetidos à injeção intravenosa.
Errada, porque o extravasamento não ocorre em quase todos os pacientes, sendo um evento relativamente incomum.
- E)Consequências do extravasamento incluem dor, edema local, e, em casos graves, necrose tecidual e síndrome compartimental.
Certa, pois o extravasamento pode causar dor, edema local e, nos casos graves, necrose tecidual e síndrome compartimental.
Gabarito: E
O extravasamento de contraste iodado na tomografia acontece quando o contraste sai da veia e vai para o tecido ao redor. Na maioria das vezes, isso causa apenas dor, ardor, inchaço e desconforto local, mas não é algo para ignorar automaticamente, porque o quadro pode evoluir. A conduta costuma envolver interromper a infusão, avaliar o local e observar sinais de piora. Em casos mais importantes, o extravasamento pode provocar edema importante, bolhas, lesão de pele e até complicações graves, como necrose tecidual e síndrome compartimental. Isso ocorre quando a pressão dentro do compartimento aumenta a ponto de comprometer a circulação e a integridade dos tecidos. Por isso, o paciente precisa ser reavaliado se houver dor intensa, aumento progressivo do inchaço ou alteração de perfusão. A alternativa E está correta porque descreve justamente as consequências clínicas possíveis do extravasamento: dor, edema local e, nos casos graves, necrose e síndrome compartimental. Já as outras opções confundem extravasamento com efeitos sistêmicos do contraste ou exageram a frequência do evento. Como referência prática, protocolos de serviço e diretrizes de radiologia costumam tratar o extravasamento como evento adverso comum, porém geralmente leve, exigindo vigilância e manejo local imediato. Em prova, a banca gosta de cobrar esse contraste entre o que é frequente e o que é grave: nem todo extravasamento vira catástrofe, mas também não é algo sem consequência.