O decaimento do 68Gálio se dá por
- A)emissão de elétron Auger.
Errada, porque emissão de elétron Auger é um processo de desexcitação eletrônica, não o tipo de decaimento nuclear do gálio-68.
- B)emissão de partícula beta.
Errada, porque o gálio-68 não é um emissor beta negativa; ele se destaca por emissão de pósitron.
- C)emissão de partícula alfa.
Errada, porque decaimento alfa é típico de núcleos muito pesados, não do gálio-68.
- D)emissão de pósitron.
Certa, porque o gálio-68 decai principalmente por emissão de pósitron, sendo muito usado em PET.
- E)transição isomérica.
Errada, porque transição isomérica ocorre em núcleos em estado excitado, o que não descreve o decaimento do gálio-68.
Gabarito: D
O gálio-68 é um radionuclídeo muito usado em medicina nuclear, especialmente em radiofármacos para PET, porque ele emite partículas que permitem a detecção por tomografia por emissão de pósitrons. Na prática, isso já entrega a pista principal da questão: estamos falando de um emissor de pósitron. No decaimento por emissão de pósitron, um próton do núcleo se transforma em nêutron, liberando um pósitron e um neutrino. Depois de viajar um pequeno trecho, o pósitron encontra um elétron e ocorre aniquilação, com produção de dois fótons de 511 keV em direções opostas. É esse sinal que o PET capta, com toda sua elegância física e zero mágica envolvida. O gálio-68, portanto, não decai por emissão alfa, beta negativa, elétron Auger ou transição isomérica. A alternativa correta é a que aponta a emissão de pósitron, que é o mecanismo clássico dos emissores usados em PET. Em prova, vale lembrar a associação mais famosa: Ga-68, F-18 e outros radioisótopos de PET costumam ser emissores de pósitron. Se a banca jogou um radionuclídeo desses, a chance de a resposta ser pósitron é altíssima.