Um sinal de doença avançada para câncer de orofaringe é:
- A)otalgia.
Errada, porque otalgia pode ser dor referida e aparecer mesmo em fases iniciais do câncer de orofaringe.
- B)disfagia.
Errada, porque disfagia é sintoma comum e não é, isoladamente, um marcador específico de doença avançada.
- C)trismo.
Certa, porque o trismo sugere invasão de estruturas profundas e costuma indicar doença localmente avançada.
- D)ulceração.
Errada, porque ulceração é um achado possível da lesão tumoral, mas não define avanço da doença.
- E)sensação de massa na garganta.
Errada, porque sensação de massa na garganta é inespecífica e pode ocorrer em diferentes estágios.
Gabarito: C
No câncer de orofaringe, alguns sintomas são comuns no começo e outros aparecem quando a doença já ficou mais agressiva ou extensa. Dor de garganta persistente, sensação de bolo na garganta, disfagia e até otalgia podem surgir, mas nem sempre significam estágio avançado por si só. O que costuma chamar mais atenção para invasão local importante é a limitação para abrir a boca, o chamado trismo. O trismo acontece quando o tumor compromete estruturas profundas, como músculos da mastigação, espaço parafaríngeo ou região pterigoidea, dificultando a abertura oral. Em outras palavras: não é um sintoma “discreto” de irritação local, mas um sinal de infiltração mais ampla. Em prova, isso costuma ser a pista de doença avançada, porque sugere extensão tumoral além da mucosa. A otalgia pode ser dor referida e aparecer cedo, a disfagia também é muito frequente e a ulceração pode ser apenas uma forma de apresentação do tumor. Já a sensação de massa na garganta é inespecífica e pode ocorrer em fases variadas. O item correto é o trismo, porque ele aponta para comprometimento profundo e, portanto, maior avanço da neoplasia. Em radiologia e oncologia de cabeça e pescoço, essa lógica é clássica: sintoma mais profundo, doença mais avançada. A banca costuma cobrar exatamente essa associação entre achado clínico e extensão local do tumor.