Assinale a opção que apresenta um radiotraçador produzido em cíclotron.
- A)123Iodo.
Certa: o 123Iodo é produzido em cíclotron e é muito usado em medicina nuclear diagnóstica.
- B)131Iodo.
Errada: o 131Iodo é tradicionalmente produzido em reator nuclear, não em cíclotron.
- C)177Lutécio.
Errada: o 177Lutécio é obtido em reator, com aplicação terapêutica e não como produto típico de cíclotron.
- D)99Molibdênio.
Errada: o 99Molibdênio é classicamente produzido em reator nuclear, sendo precursor do 99mTc.
- E)153Samário.
Errada: o 153Samário é produzido em reator, e não em cíclotron.
Gabarito: A
Na medicina nuclear, nem todo radionuclídeo nasce do mesmo jeito. Alguns são produzidos em reator nuclear, outros em cíclotron, e isso costuma aparecer como pegadinha clássica em prova. O ponto central aqui é lembrar que o cíclotron é muito usado para gerar radioisótopos ricos em prótons, especialmente emissores de pósitron e alguns emissores gama de curta meia-vida. O 123Iodo é um exemplo típico de radiotraçador produzido em cíclotron. Ele é muito usado em exames de tireoide e medicina nuclear diagnóstica, porque emite radiação gama adequada para imagem e tem meia-vida curta, o que ajuda a reduzir a dose ao paciente. Já o 131Iodo costuma ser obtido em reator, assim como o 177Lutécio, o 99Molibdênio e o 153Samário, que são tradicionalmente ligados à produção em reator nuclear. Em prova, vale guardar a lógica: cíclotron lembra produção por bombardeamento com partículas carregadas; reator lembra fissão ou ativação neutrônica. Então o gabarito é a alternativa A, porque o 123Iodo é o radiotraçador classicamente produzido em cíclotron. Essa diferença de origem é cobrada com frequência em concursos de imagem e medicina nuclear, justamente porque os nomes parecidos tentam fazer você escorregar no detalhe.