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Radiologia e Diagnóstico por Imagem · FGV · 2025

Questão comentada de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

O papel da ressonância magnética (MRI) no manejo do traumatismo cranioencefálico (TCE), é:

Gabarito: C

No traumatismo cranioencefálico, a tomografia computadorizada (CT) costuma ser o exame de primeira linha na urgência, porque é rápida, muito disponível e excelente para detectar sangramentos, fraturas e lesões com efeito de massa. Já a ressonância magnética (MRI) não costuma entrar como exame inicial do politrauma ou do atendimento emergencial, porque demora mais e é menos prática nesse cenário. A MRI, porém, tem um papel muito importante quando a CT vem normal ou pouco esclarecedora, mas a clínica continua “gritando” que há algo errado: rebaixamento persistente do nível de consciência, déficit neurológico sem explicação, suspeita de lesão axonal difusa, contusões pequenas ou lesões da fossa posterior. Ela enxerga melhor alterações sutis do parênquima e do tronco encefálico. Por isso, o gabarito é a letra C: a MRI é recomendada quando a CT não detecta anormalidades, mas os sintomas neurológicos persistem sem explicação. Em outras palavras, a CT abre o jogo na emergência, e a MRI entra quando o quadro clínico continua suspeito e a primeira imagem não resolveu a charada. Esse raciocínio é o que aparece de forma consistente na doutrina radiológica e nas diretrizes de trauma: CT primeiro na fase aguda, MRI como exame complementar em casos selecionados, principalmente para avaliação de lesões mais sutis e prognóstico neurológico.

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