Avalie se as funções do colimador multilâmina incluem: I. modular o feixe; II. proteção das estruturas críticas; III. aumentar a dose na pele. Está correto o que se apresenta em
- A)I, apenas.
A alternativa diz que o colimador multilâmina teria apenas a função de modular o feixe. De fato, as lâminas permitem conformar o campo à geometria do tumor e ajustar a distribuição de intensidade, o que corresponde à modulação do feixe. O problema é que ela omite a função de proteger estruturas críticas, que também faz parte do papel do MLC no planejamento radioterápico.
- B)I e III, apenas.
Aqui se afirma que o MLC modula o feixe e aumenta a dose na pele. A primeira parte está correta, porque as lâminas servem para conformar o campo e até participar de técnicas como IMRT e VMAT. A segunda está errada: o objetivo do MLC é poupar tecidos normais e órgãos em risco, não elevar a dose cutânea, que não é uma função terapêutica desse colimador.
- C)II e III, apenas.
Esta opção sustenta que o colimador multilâmina protege estruturas críticas e aumenta a dose na pele. A proteção de órgãos e tecidos adjacentes é, sim, uma das finalidades do MLC, porque ele molda o feixe para restringir a irradiação fora do volume-alvo. Já o aumento de dose na pele não é uma função do equipamento; ao contrário, o uso do MLC busca conformação e poupança, não intensificação da dose superficial.
- D)I e II, apenas.
A alternativa reúne as duas afirmações verdadeiras: o MLC modula o feixe e protege estruturas críticas. As lâminas móveis permitem adaptar o campo ao contorno do tumor, melhorar a conformação da dose e reduzir a irradiação de órgãos em risco, que é exatamente o fundamento técnico do colimador multilâmina. Por isso, essa é a combinação correta.
- E)I, II e III.
Aqui se diz que o MLC modula o feixe, protege estruturas críticas e aumenta a dose na pele. As duas primeiras ideias estão corretas, porque o colimador multilâmina conforma o campo e ajuda a poupar tecidos sadios. O erro está na terceira afirmação: aumento de dose na pele não é função do MLC, mas um efeito que se evita na radioterapia, quando possível.
Gabarito: D
O colimador multilâmina (MLC) é uma das peças mais importantes da radioterapia moderna, porque ele ajuda a moldar o feixe de radiação de acordo com o formato do tumor. Em vez de irradiar tudo “no atacado”, o equipamento fecha e abre lâminas metálicas para desenhar o campo com mais precisão. Isso melhora a conformação do tratamento e reduz a exposição de tecidos saudáveis ao redor. Por isso, a função de modular o feixe está correta. Na prática, o MLC permite ajustar o campo às irregularidades do volume-alvo, algo muito usado em técnicas como radioterapia conformada e IMRT. Também é correto dizer que ele protege estruturas críticas, como medula, olhos, parótidas e intestino, porque bloqueia a radiação que não precisa atingir essas áreas. Já a ideia de aumentar a dose na pele está errada. O objetivo do colimador multilâmina é justamente o oposto: limitar o feixe ao máximo necessário e poupar tecidos normais, inclusive a pele, sempre que possível. Claro que toda radioterapia pode causar efeito cutâneo dependendo da área tratada, mas isso não é função do MLC. Então, o gabarito D está correto porque apenas as afirmativas I e II descrevem funções do colimador multilâmina. A III contraria a finalidade do dispositivo. Em termos práticos, o MLC é o “corte sob medida” da radioterapia: precisão para tratar melhor e irradiar menos o que não deve entrar na conta.