Paciente com esplenomegalia, linfonodomegalia retroperitoneal maciça e linfonodomegalias cervicais e mediastinais, apresentando vários pequenos nódulos renais bilaterais, sólidos, com hiporrealce, alguns tendendo à confluência. Assinale a opção que indica o provável diagnóstico para o caso descrito.
- A)Linfoma renal.
Correta: o padrão de múltiplos nódulos renais bilaterais hiporrealçados, associado a esplenomegalia e linfonodomegalias extensas, é compatível com linfoma renal secundário.
- B)Carcinoma de células claras.
Errada: o carcinoma de células claras costuma ser massa renal sólida única, mais frequentemente unilateral, e não explica bem esse contexto sistêmico de linfonodos e baço aumentados.
- C)Carcinoma de células transicionais.
Errada: o carcinoma urotelial/transicional nasce do sistema pielocalicial e da pelve renal, geralmente com lesão central ou infiltrativa, não com múltiplos nódulos corticais bilaterais.
- D)Carcinoma medular renal.
Errada: o carcinoma medular renal é raro, agressivo e costuma ocorrer em pacientes com traço falciforme, além de não ter esse padrão típico multifocal bilateral.
- E)Oncocitoma.
Errada: oncocitoma é, em geral, tumor renal benigno, solitário e bem delimitado, muitas vezes com cicatriz central, sem o quadro linfonodal sistêmico descrito.
Gabarito: A
Quando a imagem mostra nódulos renais bilaterais, sólidos, hiporrealcantes e, de quebra, o paciente tem uma doença linfonodal disseminada, o raciocínio mais forte é de infiltração linfomatosa dos rins. O linfoma pode acometer o rim de várias formas, mas esse padrão de múltiplos nódulos bilaterais, muitas vezes discretamente hiporrealçados e por vezes confluentes, é bem típico. Não é a cara clássica de um tumor renal primário isolado, porque esses costumam ser mais unilaterais e menos associados a linfonodomegalias tão exuberantes em múltiplas cadeias.