Em relação à histerossalpingografia, assinale a opção que indica as incidências radiológicas localizadas da pelve que devem ser realizadas.
- A)Posteroanterior(PA), oblíquas posteriores direita e esquerda e perfil.
Errada, porque troca a projeção de referência por PA, enquanto o protocolo cobra AP para as incidências localizadas da pelve.
- B)Anteroposterior (AP), oblíquas posteriores direita e esquerda e perfil.
Certa, pois reúne AP, oblíquas posteriores direita e esquerda e perfil, que são as incidências localizadas esperadas na histerossalpingografia.
- C)Postero-anterior (PA), perfil direito e esquerdo, oblíqua posterior esquerda e tangencial.
Errada, porque usa perfil direito e esquerdo e tangencial, que não correspondem ao esquema clássico de incidências localizadas para esse exame.
- D)Antero-posterior (AP), decúbito lateral com raios horizontais e oblíquas anteriores direita e esq.
Errada, porque inclui decúbito lateral com raios horizontais e oblíquas anteriores, que não são a combinação pedida para histerossalpingografia.
- E)Postero-anterior (PA), decúbito lateral com raios horizontais, oblíquas anteriores direita e esquerda e perfil.
Errada, porque novamente foge do protocolo ao trazer PA, decúbito lateral e oblíquas anteriores, em vez das incidências localizadas usuais.
Gabarito: B
A histerossalpingografia é um exame contrastado usado para avaliar a cavidade uterina e a permeabilidade das trompas. Depois da injeção do contraste, não basta uma imagem “de frente” e pronto: é preciso fazer incidências localizadas da pelve para separar melhor útero, tubas e estruturas sobrepostas. Isso ajuda a enxergar o trajeto do contraste com mais clareza e reduz a chance de esconder um detalhe importante atrás de ossos ou alças intestinais. Na prática, as incidências localizadas mais cobradas são anteroposterior (AP), oblíquas posteriores direita e esquerda e perfil. A lógica é simples: a AP mostra o conjunto, as oblíquas ajudam a desfazer sobreposições e o perfil dá a profundidade da pelve, permitindo melhor avaliação da cavidade uterina e da passagem do contraste. É o tipo de questão em que a banca adora trocar AP por PA ou inventar posições mais “bonitas” do que úteis. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traz exatamente o conjunto esperado para as incidências localizadas da pelve na histerossalpingografia: AP, oblíquas posteriores direita e esquerda e perfil. As outras alternativas misturam projeções inadequadas ou menos usuais para esse protocolo. Não há, aqui, um fundamento legal ou jurisprudencial relevante, porque a cobrança é técnica de radiologia diagnóstica, baseada em protocolo de exame e prática radiológica consagrada.