Das técnicas abaixo, assinale a que oferece maior risco ao operador em termos de exposição à radiação ionizante.
- A)Tomografia Computadorizada.
A tomografia computadorizada expõe o operador, mas em geral com menor risco ocupacional direto, porque a aquisição é rápida e o profissional pode se afastar da sala.
- B)Radiografia.
A radiografia comum gera radiação ionizante, porém a exposição do operador costuma ser curta e bem controlada, com menor risco ocupacional.
- C)Angiografia por TC.
A angiografia por TC envolve radiação, mas normalmente não exige a mesma permanência próxima ao feixe que a fluoroscopia, reduzindo o risco ao operador.
- D)Fluoroscopia.
Correta, porque a fluoroscopia costuma exigir exposição prolongada e acompanhamento em tempo real, elevando a dose ocupacional do operador.
- E)Radiografia panorâmica.
A radiografia panorâmica usa radiação ionizante, mas o contato do operador com a fonte é breve e o risco ocupacional tende a ser bem menor.
Gabarito: D
A chave aqui é lembrar que o risco para o operador não depende só do exame ser “forte”, mas principalmente do tempo de exposição e da necessidade de permanecer perto da fonte de radiação. Em radiologia, quanto mais o profissional fica ao lado do paciente durante a aquisição das imagens, maior tende a ser a dose ocupacional acumulada. É aí que a vida da equipe esquenta de verdade, no mau sentido. A fluoroscopia é o exame clássico em que o operador pode ficar por tempo prolongado acompanhando o procedimento em tempo real, muitas vezes com a mão próxima ao campo e usando o equipamento repetidamente. Isso aumenta a exposição à radiação ionizante, especialmente se não houver boa proteção radiológica. Por isso, é a técnica mais associada a risco ocupacional entre as alternativas. Na prática, o operador deve sempre reduzir tempo, aumentar distância e usar blindagem, que são os princípios básicos de proteção radiológica. Esse raciocínio é plenamente compatível com as normas de radioproteção adotadas no Brasil, como as diretrizes da CNEN e da vigilância sanitária, que reforçam a limitação da dose e o uso de barreiras e EPIs específicos. As outras técnicas podem envolver radiação, mas em geral expõem menos o operador porque exigem menor permanência junto ao paciente ou são executadas com maior automatização. Na fluoroscopia, o risco ocupacional é mais evidente justamente porque o exame costuma ser dinâmico e prolongado. Portanto, o gabarito está correto ao apontar a fluoroscopia como a técnica de maior risco ao operador.