Em relação à comparação entre as técnicas sequenciais de TC e Fluoroscopia, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) A TC não é um bom método intervencionista porque proporciona uma baixa acurácia visual para o posicionamento da agulha. ( ) A exposição radioativa é desprezível em ambos os métodos. ( ) O mAs deve ser reduzido ao máximo possível durante a aquisição de uma TC sequencial. ( ) As doses de radiação podem ser reduzidas se a fluoroscopia for realizada de maneira intermitente. ( ) É aceitável que se posicione a ampola da TC sequencial com as mãos. As afirmativas são, respectivamente:
- A)F – F – V – V – F.
Está correta porque reúne a sequência F - F - V - V - F, que corresponde ao julgamento técnico das cinco afirmações.
- B)F – F – F – V – F.
Está errada porque transforma a terceira afirmativa em falsa, embora o mAs deva mesmo ser reduzido ao máximo compatível com o exame.
- C)V – F – V – V – V.
Está errada porque considera verdadeiras as afirmações inicial e final, que são incorretas na prática de TC e fluoroscopia.
- D)V – F – V – F – V.
Está errada porque inverte a quarta afirmativa, que é verdadeira, já que a fluoroscopia intermitente ajuda a reduzir dose.
- E)F – V – F – V – F.
Está errada porque trata como verdadeira a exposição desprezível em ambos os métodos, o que não procede.
Gabarito: A
A questão compara TC sequencial e fluoroscopia em procedimentos guiados por imagem. Aqui o foco é lembrar que a TC costuma dar excelente visualização anatômica e localização da agulha, então não é correta a ideia de que ela tem baixa acurácia para posicionamento. Em contrapartida, tanto na TC quanto na fluoroscopia existe exposição à radiação, portanto não dá para tratar como algo desprezível, porque a proteção radiológica sempre importa. Na TC sequencial, um princípio clássico de dose é usar o menor mAs possível compatível com a qualidade da imagem, já que o objetivo é enxergar o suficiente para guiar o procedimento, sem “caprichar” em dose à toa. Na fluoroscopia, a dose pode ser reduzida com uso intermitente, pulsada e com o menor tempo possível de exposição. Isso é bem cobrado em prova porque a banca gosta de trocar o conceito de imagem boa por imagem excessiva, e dose boa por dose alta. Também é errado dizer que se deve manipular a ampola do equipamento com as mãos. Em equipamento de TC, a ampola e partes internas não são componentes para ajuste manual pelo operador durante a aquisição, por segurança e por risco de erro e exposição desnecessária. Em procedimentos guiados, a regra é operar pelos comandos do aparelho e usar posicionamento seguro, nunca improviso de mão na ampola. Assim, o gabarito A fica correto porque as duas primeiras afirmações são falsas, a terceira e a quarta são verdadeiras, e a quinta é falsa. A lógica geral é: reduzir dose sempre que possível, e confiar na imagem como ferramenta de precisão, não como desculpa para exposição excessiva.