O contraste iodado é muito usado em tomografia computadorizada. A incidência de extravasamento relacionada à administração intravenosa do mesmo é muito baixa quando se utiliza bomba injetora, podendo aumentar um pouco quando se faz a injeção manualmente em uma veia periférica. Entre as possíveis consequências de um extravasamento de contraste podem ser citadas:
- A)inchaço, aperto no peito e ardência.
Errada, porque aperto no peito não é consequência típica de extravasamento local de contraste na veia periférica.
- B)ardência, aperto no peito e dor em queimação.
Errada, porque mistura sintomas inespecíficos e não inclui a complicação clássica grave do extravasamento.
- C)ardência, inchaço e síndrome compartimental.
Certa, porque ardência, inchaço e síndrome compartimental são consequências compatíveis com extravasamento de contraste.
- D)dor de cabeça, ardência e ulceração da pele.
Errada, porque dor de cabeça e ulceração da pele não são as manifestações esperadas nesse contexto.
- E)bolhas na pele, dor de cabeça e ardência.
Errada, porque bolhas na pele e dor de cabeça não são achados típicos de extravasamento de contraste iodado.
Gabarito: C
O extravasamento de contraste iodado acontece quando o meio de contraste sai da veia e vai para o tecido ao redor. Na prática, isso costuma causar sinais locais de irritação e aumento de volume, como ardência, dor e inchaço. Em casos mais importantes, a pressão dentro do compartimento do membro pode subir bastante e evoluir para síndrome compartimental, que é uma complicação grave e exige atenção rápida. Por isso, em questões de prova, vale lembrar o trio clássico do extravasamento: ardência, inchaço e, nos quadros mais graves, síndrome compartimental. A banca gosta de misturar sintomas locais com sintomas inespecíficos ou com manifestações que não têm relação direta com esse evento. Então, foque no que é típico do local da punção e do tecido adjacente. O gabarito é a letra C porque reúne exatamente três repercussões compatíveis com extravasamento de contraste: ardência, inchaço e síndrome compartimental. As duas primeiras são reações locais frequentes, e a terceira representa a complicação de maior gravidade quando o extravasamento é volumoso ou em regiões de menor complacência tecidual. Em termos práticos, quando isso ocorre, o paciente pode relatar dor ou ardor e a equipe deve avaliar o volume extravasado, a evolução do edema e os sinais de comprometimento vascular ou neurológico. A prova não cobra protocolo de manejo aqui, mas adora cobrar a identificação das consequências típicas.