O processo de reformatação de imagens em tomografia computadorizada, que, a partir dos dados obtidos no plano de aquisição (axial), reconstrói um volume e, a partir dele, gera imagens em outros planos (sagital, coronal, oblíquo ou curvo), é denominado:
- A)Reformatação de volume (VRT).
Errada, porque VRT é uma técnica de renderização volumétrica em 3D, e não a reconstrução multiplanar em diferentes cortes.
- B)Reformatação Multiplanar (MPR).
Certa, porque a reformatação multiplanar reconstrói o volume adquirido e gera imagens em planos sagital, coronal, oblíquo ou curvo.
- C)Projeção de Intensidade Máxima (MIP).
Errada, porque MIP destaca os voxels de maior intensidade ao longo de um volume, muito usado em vasos e estruturas hiperdensas.
- D)Projeção de Intensidade Mínima (MinIP).
Errada, porque MinIP faz o oposto do MIP, valorizando os menores valores de intensidade, como o ar em vias aéreas.
- E)Exposição de superfície sombreada (SSD).
Errada, porque SSD é uma técnica de renderização de superfície, útil para visualização 3D, mas não define a reformatação em planos diferentes.
Gabarito: B
Na tomografia computadorizada, a imagem nasce primeiro no plano axial, que é o plano de aquisição. Depois, com os dados volumétricos, o software pode reorganizar esse material para mostrar a anatomia em outros ângulos, como sagital, coronal, oblíquo ou até curvo. Essa etapa é muito cobrada porque parece um detalhe técnico, mas é justamente o truque que permite "virar" o volume sem refazer o exame. Esse processo recebe o nome de reformatação multiplanar, ou MPR. O nome já entrega a ideia: múltiplos planos. Ou seja, o sistema pega o volume reconstruído e gera imagens em diferentes planos de corte, o que ajuda bastante na avaliação de estruturas alongadas, fraturas, vasos e lesões que não aparecem tão bem só no axial. A alternativa B está correta porque descreve exatamente essa reconstrução em outros planos a partir do volume obtido na TC. Já VRT, MIP, MinIP e SSD são técnicas de visualização diferentes, mais ligadas a projeções, realce de densidades ou renderização tridimensional, e não ao simples ato de reformar a imagem em planos sagital, coronal ou oblíquo. Na prática de prova, pense assim: se o enunciado falar em mudar o plano de visualização da imagem a partir dos dados axiais, a ideia é MPR. Se falar em destacar intensidade máxima, mínima, superfície ou aparência 3D, aí o assunto muda de figura.