Nos equipamentos de ressonância magnética, existe um sistema de refrigeração interno à base do gás hélio e sua quantidade deve ser verificada periodicamente. Caso haja uma perda diária de hélio maior do que é esperado para o equipamento, pode ocorrer
- A)quench.
Certa: perda excessiva de hélio pode levar ao quench, com perda da supercondutividade do ímã.
- B)excesso de magnetização.
Errada: magnetização excessiva não é o evento esperado quando há perda de hélio.
- C)curto circuito nas bobinas.
Errada: não se trata de curto-circuito nas bobinas, mas de falha térmica do sistema supercondutor.
- D)desgaste do gradiente.
Errada: desgaste do gradiente é problema de outro componente, sem relação direta com o hélio.
- E)falhas nas reconstruções das imagens.
Errada: falhas de reconstrução podem ocorrer por problemas de software ou aquisição, não por perda de hélio.
Gabarito: A
Na ressonância magnética, o ímã supercondutor precisa ficar em temperatura muito baixa para manter o campo magnético estável, e isso depende do sistema de refrigeração com hélio. Quando a perda de hélio fica maior do que o esperado, o equipamento pode entrar em uma situação de emergência chamada quench, que é a perda súbita da supercondutividade do ímã. Em termos práticos, o magneto deixa de funcionar como deveria, podendo haver liberação rápida do gás e queda brusca do campo magnético. Por isso, a monitoração periódica do hélio é tão importante: ninguém quer um exame travar no meio da festa do imã. O gabarito é a letra A porque o aumento anormal da perda de hélio está diretamente ligado ao risco de quench, que é um evento clássico e crítico na RM.