Leia o trecho a seguir. A incidência radiográfica no estudo do tórax, na qual o paciente deve estar em posição ortostática (em pé), com a região posterior do tórax próxima à superfície do bucky vertical, os membros superiores devem estar posicionados simetricamente semiflexionados com as mãos apoiadas nas cristas ilíacas, o raio central incidindo perpendicularmente ao anteparo (chassi ou detector digital) ou com uma angulação cefálica, centralizado no plano sagital mediano, entrando na topografia do corpo do esterno, de maneira a projetar as clavículas acima dos campos pulmonares. Essa incidência radiográfica é denominada
- A)Laurell.
Errada: a incidência de Laurell é usada principalmente para pesquisar pequenos derrames pleurais com decúbito lateral, não para elevar clavículas sobre os ápices pulmonares.
- B)Postero-anterior.
Errada: a posteroanterior é a radiografia frontal padrão do tórax, sem a angulação/posição específica descrita para estudo apical.
- C)Apicolordótica.
Certa: a descrição corresponde à incidência apicolordótica, indicada para melhor visualização dos ápices pulmonares.
- D)Oblíqua.
Errada: a oblíqua é uma incidência em rotação do corpo, usada para outras finalidades, e não para esse posicionamento voltado aos ápices.
- E)Perfil.
Errada: o perfil é a incidência lateral do tórax, com outro posicionamento e outro objetivo diagnóstico.
Gabarito: C
A questão descreve a incidência em que o paciente fica em pé, com o dorso encostado no bucky vertical, mãos apoiadas nas cristas ilíacas e o raio central incidindo no plano mediano, na altura do esterno, para fazer as clavículas “subirem” e deixarem os ápices pulmonares mais visíveis. Isso é típico da incidência apicolordótica, usada justamente para estudar os ápices dos pulmões e regiões difíceis de ver na radiografia frontal comum. O truque aqui está no posicionamento: o paciente em ortostatismo e com leve inclinação/angulação do raio central ajuda a projetar as clavículas acima dos campos pulmonares. Na prática, a ideia é “desafogar” o ápice, que pode ficar escondido na incidência posteroanterior padrão. A alternativa correta é a letra C, porque a descrição bate com a incidência apicolordótica. Ela também pode aparecer como lordótica, em alguns serviços, por causa do efeito de lordose torácica produzido no exame. Como referência técnica, isso faz parte do estudo radiográfico convencional do tórax, dentro dos princípios de posicionamento e centralização do raio central descritos em manuais de técnica radiológica. Em prova, sempre desconfie quando o enunciado fala em clavículas acima dos pulmões: o sinal clássico é esse mesmo.