Paciente adulto com traumatismo craniano, apresentando fratura na fossa posterior à direita, que cruza o seio transverso que se encontra elevado. Deve-se suspeitar do seguinte tipo de hematoma:
- A)subdural agudo.
Errada, porque o quadro sugere sangue entre os folhetos da dura ou abaixo dela, mas a pista anatômica da fratura cruzando o seio transverso aponta mais para origem venosa epidural.
- B)subdural crônico.
Errada, porque hematoma subdural crônico é um quadro de evolução lenta, geralmente em idosos ou anticoagulados, e não combina com trauma agudo e fratura da fossa posterior.
- C)spidural arterial.
Errada, porque o epidural arterial é o clássico da artéria meníngea média, mais comum na região temporal, não com essa correlação com seio transverso na fossa posterior.
- D)spidural venoso.
Certa, porque a fratura na fossa posterior cruzando o seio transverso elevado sugere lesão de seio venoso dural, compatível com hematoma epidural venoso.
- E)intraparenquimatoso.
Errada, porque hematoma intraparenquimatoso fica dentro do tecido cerebral e não é a hipótese mais sugerida por fratura que cruza um seio venoso dural.
Gabarito: D
No trauma craniano, o tipo de hematoma costuma ser lembrado pelo vaso envolvido e pela forma da lesão. Quando há fratura na fossa posterior cruzando o seio transverso, especialmente com elevação desse seio, a suspeita vai para um sangramento venoso. Isso acontece porque o traço de fratura pode lesar um seio venoso dural, e o sangue se acumula entre a calota e a dura-máter, com comportamento mais associado a origem venosa do que arterial. O hematoma epidural clássico é aquele que se forma entre o osso e a dura, frequentemente em contexto de fratura. A forma arterial costuma ser mais associada à artéria meníngea média e à região temporal, com expansão mais rápida. Já na fossa posterior, as lesões podem ter comportamento e localização que apontam para os seios venosos durais, como o transverso e o sigmoide. Por isso, o achado de fratura na fossa posterior à direita cruzando o seio transverso elevado é uma pista anatômica importante de hematoma epidural de origem venosa. A banca adora essas pistas de topografia: você olha a fratura, pensa no vaso que passa ali, e pronto, o raciocínio fecha. Em termos doutrinários de neurotrauma, a correlação entre fratura óssea e lesão de estruturas vasculares adjacentes é central para definir o tipo de hematoma. Resumo prático: fratura com lesão de seio venoso na fossa posterior sugere hematoma epidural venoso. Se fosse mais típico de artéria meníngea média, você pensaria em epidural arterial. Aqui, o detalhe anatômico é o que manda no jogo.