De acordo com a RDC 330/2019 da ANVISA, o Serviço de Radiologia Diagnóstico ou Intervencionista deve colocar blindagem adequada, com pelo menos 0,5 mm equivalente de chumbo nos órgãos mais radiossensíveis do paciente submetido ao procedimento. Assinale a opção que indica esses órgãos.
- A)Medula óssea, coração e gônadas.
Errada, porque medula óssea e coração não são os órgãos clássicos apontados pela norma como os mais radiossensíveis para essa blindagem específica.
- B)Tireoide, fígado e útero.
Errada, porque fígado e útero não formam o conjunto normativo cobrado de órgãos prioritariamente protegidos por essa regra.
- C)Crânio, coluna vertebral e coração.
Errada, porque crânio, coluna vertebral e coração não são os órgãos radiossensíveis indicados para blindagem na RDC 330/2019.
- D)Gônadas, cristalino e tireoide
Certa, pois gônadas, cristalino e tireoide são os órgãos mais radiossensíveis lembrados pela norma para receber proteção com equivalente mínimo de chumbo.
- E)Tireoide, mamas e bacia.
Errada, porque tireoide e mamas até podem merecer atenção em radioproteção, mas a alternativa não traz o conjunto exigido pela norma.
Gabarito: D
A RDC 330/2019 da ANVISA trata da proteção radiológica nos serviços de radiologia diagnóstica e intervencionista e reforça a ideia de minimizar a dose no paciente, especialmente em estruturas mais sensíveis à radiação. Quando o exame expõe áreas vulneráveis, a proteção deve ser feita com blindagem adequada, com pelo menos 0,5 mm de equivalente de chumbo. Na prática, os órgãos que costumam aparecer como mais radiossensíveis são aqueles em que a radiação pode causar efeitos biológicos mais relevantes, sobretudo em tecidos reprodutivos e estruturas oculares e endócrinas. Por isso, a norma cita gônadas, cristalino e tireoide como exemplos clássicos que merecem atenção redobrada. O gabarito está correto porque a alternativa D reúne exatamente esses três órgãos. As gônadas são protegidas para reduzir risco reprodutivo, o cristalino é sensível a dano cumulativo, e a tireoide é um tecido muito radiossensível, especialmente em exames da região cervical e torácica. Em prova, a banca gosta de trocar o nome dos órgãos por outros “importantes” clinicamente, mas nem todo órgão relevante é necessariamente o foco da proteção radiológica. Aqui, o macete é lembrar do trio que a norma e a doutrina costumam destacar como alvo clássico da blindagem do paciente.