A colangiografia peroperatória ou intraoperatória é o exame radiológico contrastado realizado no ato operatório da vesícula biliar (colecistectomia), com arco cirúrgico ou aparelho transportável. As imagens radiográficas adquiridas devem conter as seguintes estruturas anatômicas:
- A)fígado, baço e rim esquerdo.
Errada, porque fígado, baço e rim esquerdo não são as estruturas-alvo da colangiografia intraoperatória.
- B)ducto hepático, colédoco e duodeno (parte descendente).
Certa, pois ducto hepático, colédoco e duodeno descendente correspondem ao trajeto anatômico que deve ser visualizado no exame.
- C)fígado, ângulo hepático do cólon e rim direito.
Errada, porque inclui órgãos adjacentes do abdome, mas não as vias biliares que o exame precisa documentar.
- D)fígado, pâncreas e baço.
Errada, pois fígado, pâncreas e baço não formam o conjunto anatômico solicitado para a colangiografia.
- E)esôfago distal, estômago e duodeno.
Errada, porque esôfago distal, estômago e duodeno são estruturas do trato digestivo alto, sem pertinência direta com o exame.
Gabarito: B
A colangiografia peroperatória, também chamada intraoperatória, é feita durante a cirurgia da vesícula biliar para avaliar a via biliar com contraste. Na prática, o objetivo é enxergar bem o caminho que a bile faz desde os ductos hepáticos até o colédoco, principalmente para identificar cálculos, obstruções ou variações anatômicas antes de terminar a colecistectomia. Como o exame é voltado para a árvore biliar, a imagem precisa mostrar estruturas que realmente façam parte desse trajeto. Por isso, o trio esperado na radiografia é ducto hepático, colédoco e a porção descendente do duodeno, que ajuda a delimitar o trajeto distal da via biliar. É uma questão de anatomia aplicada, sem mistério e sem precisar chamar o baço para a festa. A alternativa B está correta porque reúne exatamente as estruturas de interesse da colangiografia intraoperatória. Já as demais misturam órgãos que não fazem parte do foco do exame, como baço, rim, estômago, pâncreas e cólon, o que foge completamente da finalidade do procedimento. Como referência doutrinária em radiologia, a lógica do exame é documentar a via biliar opacificada intraoperatoriamente para controle anatômico e detecção de litíase residual, seguindo a prática consagrada nos manuais de diagnóstico por imagem e cirurgia biliar. Em prova, sempre pense: colangiografia = ductos biliares, não abdome inteiro.