Paciente hepatopata crônico com cirrose, apresentando, em ultrassonografia de controle periódico, imagem nodular heterogênea, com halo periférico hipoecoica e com hipervascularização no Doppler colorido envolvendo a lesão que se localiza no segmento VI do lobo hepático direito. Assinale a opção que indica o provável diagnóstico.
- A)Peliose hepática.
Peliose hepática causa múltiplas cavidades sanguíneas no fígado e não costuma aparecer como nódulo único com halo e hipervascularização típica.
- B)Adenoma.
Adenoma hepático é mais lembrado em mulheres jovens e uso de hormônios, não em hepatopata cirrótico com lesão suspeita de malignidade.
- C)Hemangioma.
Hemangioma costuma ter aspecto bem característico e geralmente não se relaciona a cirrose nem apresenta o padrão descrito de halo periférico e hipervascularização tumoral.
- D)Hiperplasia nodular focal.
Hiperplasia nodular focal é lesão benigna, geralmente em fígado não cirrótico, e não é a hipótese mais provável nesse contexto clínico e ultrassonográfico.
- E)Hepatocarcinoma.
Correto, porque cirrose é o principal fator de risco para hepatocarcinoma e a lesão descrita tem sinais de tumor hepático hipervascular suspeito.
Gabarito: E
Em paciente com cirrose, qualquer nódulo hepático novo acende a luz amarela, porque o principal diagnóstico a ser lembrado é o hepatocarcinoma. Na ultrassonografia, uma lesão heterogênea, com halo periférico hipoecoico e hipervascularização ao Doppler chama atenção para tumor maligno com neoangiogênese, bem típico do carcinoma hepatocelular. O contexto clínico pesa muito: hepatopata crônico com cirrose tem risco bem aumentado de hepatocarcinoma. Em prova, isso vale quase como uma placa de sinalização: cirrose + nódulo suspeito + hipervascularização = pensar primeiro em HCC. O halo hipoecoico periférico sugere cápsula/pseudocápsula ou margens infiltrativas, e a hipervascularização ao Doppler reforça lesão arterializada. Isso combina com a fisiopatologia do hepatocarcinoma, que costuma depender de suprimento arterial anômalo, diferente do fígado normal, mais dominado pela circulação portal. Em diagnóstico por imagem, especialmente em pacientes cirróticos, o raciocínio segue a mesma linha das diretrizes usuais de rastreamento e caracterização de lesões hepáticas: achado nodular suspeito em fígado cirrótico deve levantar forte suspeita de hepatocarcinoma e levar à investigação complementar com métodos contrastados. Aqui, o padrão descrito favorece muito essa hipótese.