Existem vários tipos de artefatos nas imagens em Tomografia Computadorizada. Os artefatos em anel são diretamente ligados a problemas nos detectores, e consistem em anéis concêntricos com sombras centradas ao redor do campo de visão (FOV – Field of view). Assinale a opção que indica a medida que pode evitar este tipo de artefato.
- A)Fazer calibração.
Correta: a calibração corrige a resposta dos detectores e é a medida indicada para prevenir artefatos em anel.
- B)Aumentar o mAs.
Errada: aumentar o mAs pode melhorar ruído, mas não corrige defeito de detector que gera artefato em anel.
- C)Repetir o exame em outra angulação.
Errada: repetir em outra angulação não resolve falha fixa nos detectores, apenas muda a geometria da aquisição.
- D)Desligar e religar o equipamento.
Errada: desligar e religar pode até ser uma tentativa operacional, mas não é a medida técnica específica para evitar o artefato.
- E)Modificar o posicionamento do paciente.
Errada: o posicionamento do paciente não é a causa do artefato em anel, que está relacionado aos detectores.
Gabarito: A
Os artefatos em anel na tomografia computadorizada são clássicos: aparecem como círculos concêntricos, centrados no campo de visão, e costumam apontar problema em um ou mais detectores. Em outras palavras, se um detector “foge da linha”, ele pode desenhar esse anel na imagem como se quisesse chamar atenção. E geralmente chama mesmo. A medida mais adequada para evitar esse tipo de artefato é fazer a calibração do sistema. A calibração corrige diferenças de resposta entre os detectores e ajuda a uniformizar a aquisição, reduzindo a chance de surgirem esses anéis na reconstrução. É o tipo de ajuste técnico que resolve a causa do problema, e não só “maquia” a imagem. Aumentar o mAs, mudar a angulação do exame ou alterar o posicionamento do paciente não trata a falha de detector que gera artefato em anel. Esses recursos podem ser úteis em outras situações de qualidade de imagem, mas aqui o defeito é de hardware/calibração, não de dose ou de postura do paciente. Na prática de prova, guarde esta lógica: artefato em anel = detector suspeito = calibração. É um raciocínio muito cobrado em Tomografia Computadorizada, porque a banca gosta de ligar o tipo de artefato à sua causa e à correção mais direta.