Na punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de lesões mamárias, o risco de falso positivo é mínimo. Assinale a opção que indica a orientação a ser dada no caso de paciente com exame citológico positivo para malignidade e com nódulo com características de benignidade na mamografia e na clínica.
- A)Realizar estudo histológico antes de indicar procedimento cirúrgico mais agressivo.
Correta, porque há discordância entre citologia e clínica/imagem, e nesse cenário deve-se confirmar o diagnóstico com estudo histológico antes de indicar cirurgia mais agressiva.
- B)Repetir a PAAF mais duas vezes.
Errada, porque repetir PAAF não resolve de forma adequada a discordância entre achados citológicos e radiológicos/clínicos quando já há suspeita de erro diagnóstico.
- C)Acompanhar com ultrassonografia e nova PAAF em 2 meses.
Errada, porque acompanhamento curto com nova PAAF adia a confirmação histológica necessária diante da incompatibilidade entre os exames.
- D)Recomendar cirurgia com ressecção ampla.
Errada, porque cirurgia com ressecção ampla sem confirmação histológica pode levar a tratamento excessivo de uma lesão que parece benigna na avaliação clínica e mamográfica.
- E)Reavaliar com nova mamografia e fazer cintilografia óssea de corpo inteiro.
Errada, porque nova mamografia e cintilografia óssea não esclarecem a incongruência diagnóstica principal nem substituem a confirmação histológica.
Gabarito: A
Na PAAF de mama, a citologia ajuda muito, mas não é infalível. O ponto principal aqui é a concordância entre os achados: se a citologia veio positiva para malignidade, mas a mamografia e o exame clínico mostram um nódulo com cara de benignidade, existe uma discordância importante que não pode ser ignorada. Em concurso, isso acende a luz amarela para erro diagnóstico ou amostra inadequada, porque o resultado de um teste isolado não deve mandar no tratamento quando o conjunto da obra não fecha. Nessa situação, o passo correto é confirmar o diagnóstico com estudo histológico antes de partir para cirurgia mais agressiva. Em outras palavras, você precisa de uma peça de tecido, como biópsia por agulha grossa ou outro método histopatológico, para resolver a dúvida. Isso evita tanto uma cirurgia desnecessária quanto a condenação de uma lesão benigna como se fosse maligna. A lógica é simples: quando citologia e clínica/imagem discordam, manda a correlação anatomoclínica. Por isso o gabarito é a letra A. Ela traduz a conduta segura e clássica: confirmar no histológico antes de escalar a agressividade do tratamento. A banca FGV gosta justamente dessa leitura integrada, em vez de aceitar cegamente um único exame. Não é caso de “repetir porque sim” nem de sair operando no susto; é caso de esclarecer melhor antes de tratar.