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Radiologia e Diagnóstico por Imagem · FGV · 2021

Questão comentada de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Os efeitos biológicos das radiações variam de acordo com o tipo de radiação ionizante e dependem da qualidade da radiação e das condições de irradiação. A síndrome aguda da radiação, que se manifesta por sinais hematológicos, gastrintestinais e cerebrovasculares e é provocada por uma irradiação global aproximadamente homogênea, é classificada, segundo o tipo de efeito biológico, em

Gabarito: E

A síndrome aguda da radiação aparece quando o corpo recebe uma irradiação global, relativamente homogênea, em dose suficiente para causar sinais rápidos e bem definidos, como alterações hematológicas, gastrointestinais e até neurológicas. Esse conjunto de manifestações depende de um limiar de dose: abaixo dele, o efeito não aparece; acima dele, a gravidade aumenta conforme a dose sobe. Esse é o clássico comportamento dos efeitos determinísticos. Em radiobiologia, os efeitos determinísticos são aqueles em que existe relação dose-resposta com limiar. Ou seja, não basta haver exposição, é preciso ultrapassar certo nível de dose para que o dano se manifeste. Exemplos típicos incluem síndrome aguda da radiação, eritema cutâneo, catarata e esterilidade em doses mais altas. Já os efeitos estocásticos não dependem de limiar conhecido. Neles, o que aumenta principalmente é a probabilidade de ocorrer o evento, e não a sua gravidade. É o caso, por exemplo, de câncer induzido por radiação e de efeitos hereditários. Por isso, a síndrome aguda da radiação não entra nesse grupo. Assim, o gabarito é a alternativa E, porque a síndrome aguda da radiação é um efeito determinístico: exige dose acima de um limiar e tem gravidade relacionada à dose recebida. A banca costuma explorar justamente essa distinção entre efeito com limiar e efeito probabilístico, então vale guardar essa diferença como se fosse etiqueta de prateleira.

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