Um médico solicita uma radiografia do cavum. A incidência utilizada na rotina em crianças e adultos, em que o raio central incide perpendicularmente ao plano sagital mediano, centralizado no plano coronal, entrando aproximadamente 2 cm adiante do poro acústico externo, é a
- A)Hirtz.
Hirtz é uma incidência axial/submentovértice, usada para base do crânio e não para a rotina do cavum.
- B)Reverchon.
Reverchon não corresponde à projeção descrita na questão e não é a incidência clássica de rotina do cavum.
- C)Oblíqua.
A oblíqua pode ser usada em estudos específicos, mas não é a projeção padrão descrita para cavum.
- D)Póstero-anterior.
Póstero-anterior é uma incidência frontal e não mostra o cavum com a mesma utilidade da projeção de perfil.
- E)Perfil.
Perfil é a incidência clássica do cavum na rotina, exatamente compatível com a descrição do raio central.
Gabarito: E
A radiografia do cavum avalia a nasofaringe, principalmente para ver adenóides e o espaço aéreo atrás do nariz. Na rotina de crianças e adultos, a incidência clássica é a de perfil, porque ela mostra bem a coluna aérea e o tecido adenoideano sem sobreposição excessiva de estruturas da face. O detalhe da questão é a posição do raio central: ele incide perpendicularmente ao plano sagital mediano, é centralizado no plano coronal e entra cerca de 2 cm à frente do poro acústico externo. Isso descreve exatamente uma projeção lateral de perfil, usada para estudar o cavum com boa definição anatômica. Em prova, a banca costuma misturar nomes de incidências cranianas para confundir. Mas aqui vale a lógica: se o exame quer enxergar o cavum em rotina, em crianças e adultos, a melhor leitura é lateral, não uma incidência frontal ou oblíqua. Na prática, o perfil é o padrão mais lembrado em radiologia do cavum. Então, o gabarito é a alternativa E, porque a descrição técnica do feixe e da posição do paciente corresponde à incidência de perfil.