Os efeitos biológicos das radiações variam de acordo com o tipo de radiação ionizante. Eles dependem da qualidade da radiação e das condições de irradiação. A mesma deposição de energia de radiação pode não produzir os mesmos efeitos biológicos. Assinale a opção que indica a denominação da medida que possibilita diferenciar a efetividade radiobiológica dos diferentes tipos de radiação.
- A)Dose equivalente.
Correta, porque a dose equivalente pondera a dose absorvida pelo tipo de radiação, refletindo sua efetividade biológica relativa.
- B)Termoluminescência.
Errada, porque termoluminescência é um fenômeno físico usado em dosimetria, não uma medida de efetividade radiobiológica.
- C)Unidades Hounsfield.
Errada, porque unidades Hounsfield servem para quantificar densidade em tomografia, não efeito biológico da radiação.
- D)Efeito piezoelétrico.
Errada, porque efeito piezoelétrico é um fenômeno físico de certos cristais, sem relação com comparação radiobiológica entre radiações.
- E)Mapa ADC.
Errada, porque mapa ADC é parâmetro de difusão em ressonância magnética, não medida ligada à radiação ionizante.
Gabarito: A
Quando a radiação entra em cena, nem toda energia depositada no corpo causa o mesmo estrago. Isso acontece porque o efeito biológico depende do tipo de radiação, da sua qualidade e da forma como ela foi administrada. Uma radiação alfa, por exemplo, costuma ser muito mais biologicamente agressiva do que um raio X para a mesma dose absorvida, porque ioniza de maneira mais intensa ao longo do seu trajeto. É justamente para levar isso em conta que existe a dose equivalente. Ela ajusta a dose absorvida por um fator de ponderação relacionado ao tipo de radiação, permitindo comparar a efetividade radiobiológica entre radiações diferentes. Em termos simples: mesma energia depositada não significa mesmo efeito, e a dose equivalente corrige essa diferença. Por isso o gabarito é a letra A. A dose absorvida mede apenas a energia depositada por unidade de massa, mas a dose equivalente acrescenta o peso biológico da radiação. Esse é o raciocínio clássico da radioproteção e da dosimetria. Em termos normativos, esse conceito aparece nas bases da proteção radiológica adotadas internacionalmente pela ICRP e incorporadas nas normas de segurança radiológica.