← Questões de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Radiologia e Diagnóstico por Imagem · FGV · 2021

Questão comentada de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Criança com tosse e dispneia foi atendida no Serviço de Emergência sendo realizada uma radiografia do tórax que demonstrou sinais de hiperinsuflação pulmonar, espessamento peribrônquico bilateral e simétrico, sem áreas de consolidações ou derrame pleural. Assinale a opção que indica a principal hipótese diagnóstica.

Gabarito: D

Quando a radiografia de tórax de uma criança mostra hiperinsuflação pulmonar e espessamento peribrônquico bilateral e simétrico, sem consolidação e sem derrame, o raciocínio mais forte vai para um quadro infeccioso viral de vias aéreas, especialmente bronquiolite. A ideia central aqui é que o vírus inflama os brônquios e bronquíolos, deixando as paredes mais espessas e o ar preso nos pulmões, como se o tórax ficasse “cheio demais”. Esse padrão é bem diferente de pneumonias bacterianas típicas, que costumam formar consolidação, e também não combina com lesões estruturais congênitas ou doenças crônicas pulmonares específicas. Em radiologia pediátrica, o conjunto “hiperinsuflação + espessamento peribrônquico + ausência de consolidação” é quase um cartão de visita de infecção viral das pequenas vias aéreas. Por isso o gabarito é a letra D. A criança com tosse e dispneia, somada à imagem sem foco consolidativo e sem derrame, aponta para um processo inflamatório viral, que é a hipótese principal na prática e nas provas. A FGV costuma cobrar justamente esse reconhecimento do padrão radiográfico, em vez de exigir um diagnóstico histológico ou laboratorial sofisticado. Em resumo: pulmão mais “inflado”, brônquios mais espessados e sem sinais de pneumonia lobar? Pense em infecção viral, principalmente bronquiolite. É o tipo de questão em que a radiografia conta a história antes mesmo do laudo terminar.

Continue treinando

Questões relacionadas