Em uma angioressonância dos vasos intracranianos, a técnica que utiliza o fluxo sanguíneo para o estabelecimento de contraste, baseada nas propriedades de sinal do sangue em movimento, não sendo necessário a utilização de meio de contraste paramagnético para sua realização, é denominada
- A)SSD.
SSD é técnica de reconstrução 3D por superfície, usada para renderização de imagens, não para gerar contraste pelo fluxo sanguíneo.
- B)MOTSA.
MOTSA não é a denominação clássica da técnica descrita no enunciado e não corresponde ao método baseado em sinal de sangue em movimento sem contraste.
- C)Phase Contrast.
Phase Contrast também avalia fluxo, mas usa diferenças de fase para quantificar movimento, não sendo a resposta esperada para a descrição clássica da angio-RM sem contraste.
- D)TOF.
Correta: TOF usa o fluxo sanguíneo e o efeito de spins frescos para gerar contraste, dispensando contraste paramagnético.
- E)Pitch
Pitch é um parâmetro da tomografia helicoidal, relacionado ao avanço da mesa, e não uma técnica de angiorressonância.
Gabarito: D
Na angiorressonância dos vasos intracranianos, a ideia é enxergar o fluxo sanguíneo como se ele mesmo desenhasse os vasos na imagem. A técnica mais clássica para isso é o Time of Flight (TOF), que explora justamente o sinal do sangue em movimento em relação aos tecidos estacionários. Em termos simples: o sangue que entra em uma região não foi “cansado” pelos pulsos anteriores e aparece com sinal mais forte, criando contraste natural sem precisar de contraste paramagnético. Por isso o gabarito é a letra D. O TOF é muito usado em vasos intracranianos porque destaca bem estruturas com fluxo relativamente rápido e é especialmente útil quando se quer evitar contraste ou quando o exame de contraste não é desejável. É uma técnica baseada em fenômenos de entrada de spins frescos e na diferença de saturação entre sangue em movimento e tecido fixo. Já a lógica da questão é exatamente essa: usa o fluxo sanguíneo para gerar contraste e não exige meio de contraste paramagnético. Em prova, quando aparecer essa descrição, pense primeiro em TOF. É o queridinho das bancas para cobrar angio-RM sem contraste. Não existe fundamento legal aqui, porque o tema é técnico de imagem, não jurídico. O ponto doutrinário importante é saber diferenciar TOF de técnicas que dependem de fase, volume adquirido ou de gadolínio.