Homem com 18 anos, referindo dor persistente no joelho direito, após jogo de futebol há 2 meses, com aumento de volume, realizou radiografias que demonstraram lesão esclerótica de limites imprecisos, no fêmur distal, com reação periosteal em raios de sol, com destruição óssea medular e cortical e massa de partes moles com aspecto denso. Assinale a opção que indica o diagnóstico provável.
- A)Osteomielite crônica.
Errada: osteomielite crônica pode sim simular lesão óssea agressiva, mas o conjunto idade, localização metafisária e reação periosteal em raios de sol favorece tumor maligno primário.
- B)Osteossarcoma.
Certa: o padrão de lesão esclerótica agressiva no fêmur distal, com destruição cortical/medular, reação periosteal em raios de sol e massa de partes moles é clássico de osteossarcoma.
- C)Consolidação viciosa de fratura prévia.
Errada: consolidação viciosa de fratura não explica lesão esclerótica mal delimitada com destruição óssea e massa de partes moles.
- D)Mieloma.
Errada: mieloma costuma ocorrer em pacientes mais velhos e gera lesões osteolíticas, não esse padrão esclerótico agressivo típico.
- E)Condrossarcoma.
Errada: condrossarcoma é mais comum em adultos mais velhos e geralmente tem outra distribuição e aspecto radiológico, sem esse perfil clássico de adolescente com reação em raios de sol.
Gabarito: B
O quadro descreve uma lesão óssea agressiva em adolescente/jovem adulto, com dor persistente, aumento de volume e sinais radiográficos de invasão local. Quando aparece lesão esclerótica mal delimitada no fêmur distal, com reação periosteal em "raios de sol", destruição da cortical e da medular, e massa de partes moles, o raciocínio vai direto para um tumor ósseo maligno primário. Esse padrão é muito típico de osteossarcoma, especialmente em ossos longos ao redor do joelho, que é o local clássico de apresentação. O "raios de sol" acontece porque o tumor cresce rápido e estimula o periósteo, que reage formando espículas ósseas saindo em direção radial. A destruição cortical e a massa de partes moles mostram comportamento agressivo, o que afasta causas traumáticas simples e infecções menos típicas nesse contexto. Na prática, se a radiografia mostra esse conjunto, o tumor deixa de ser suspeita tímida e passa a ser o protagonista da cena. O osteossarcoma costuma acometer metáfise de ossos longos, principalmente fêmur distal, tíbia proximal e úmero proximal. A faixa etária do caso também ajuda muito: adolescente e adulto jovem são o perfil clássico, diferente de mieloma, que é doença de idosos, ou condrossarcoma, que costuma ser mais comum em adultos mais velhos. Portanto, o gabarito B está correto porque reúne o trio que a prova quer ver: localização típica, aspecto radiográfico agressivo e idade compatível. Em questões de imagem, a banca adora transformar a radiografia em pista de investigação: quando você vê reação periosteal em raios de sol mais massa de partes moles, pense em osteossarcoma antes de pensar em diagnósticos inflamatórios ou fraturas antigas.