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Radiologia e Diagnóstico por Imagem · CS-UFG · 2024

Questão comentada de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Leia o texto a seguir. Paciente do sexo feminino, 38 anos, foi submetida à tomografia computadorizada do abdome para avaliação de dor abdominal. No exame foi encontrado um nódulo homogêneo no vértice da adrenal esquerda, medindo 1,3 cm e com atenuação média de 7 UH. Considerando os achados, o diagnóstico mais provável deste caso é

Gabarito: D

Na tomografia, um nódulo adrenal pequeno, homogêneo e com baixa atenuação costuma apontar para adenoma benigno. O detalhe que praticamente entrega o caso é a densidade de 7 UH: lesões com valor de atenuação menor que 10 UH, especialmente sem sinais de heterogeneidade, são muito sugestivas de adenoma com conteúdo lipídico intracelular. Isso ajuda a separar o adenoma de outras causas de nódulo adrenal. Feocromocitoma e metástase, por exemplo, em geral não têm essa baixa atenuação típica e costumam ser mais imprevisíveis na imagem. O mielolipoma pode até conter gordura, mas a aparência costuma ser diferente, com áreas macroscópicas gordurosas bem evidentes, e não apenas um nódulo homogêneo de 7 UH. Em prova, pense assim: adrenal incidentaloma pequeno + homogêneo + HU baixo = adenoma até prova em contrário. Esse é um clássico de radiologia em que a tomografia faz quase todo o trabalho para você. Por isso o gabarito é a letra D. O conjunto dos achados é o padrão de adenoma adrenal lipídico, uma lesão benigna muito comum em achado incidental.

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