Na dosimetria individual, as doses ocupacionais são avaliadas através do uso de dosímetros individuais de tórax ou de anel, à base de filme sensível à radiação ou de chip TLD (termoluminescente). Dentre tais fatos, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Os dosímetros não podem sair do local de trabalho em hipótese.
Correta: o dosímetro individual deve ser usado no serviço e não deve ser levado para finalidades pessoais fora da rotina de monitoração.
- B)É vedada sua utilização para monitoração ocupacional em outro ambiente, caso a pessoa tenha outro emprego.
Correta: um dosímetro de monitoração ocupacional não deve ser usado para medir exposição em outro ambiente ou emprego, porque isso mistura as doses e invalida o controle.
- C)Os limites de dose estabelecidos se aplicam às exposições médicas. Portanto, é permitido portar o dosímetro quando o trabalhador irá se submeter às exposições médicas ou odontológicas.
Errada: os limites ocupacionais não se aplicam às exposições médicas/odontológicas, e usar o dosímetro nesse contexto contamina a leitura da dose de trabalho.
- D)Os dosímetros de tórax de filme e de TLD são os mais comuns e servem para monitorar as doses mensais, principalmente, de raios X e gamas. São detectores passivos, ou seja, após um mês de uso, eles são recolhidos e enviados para avaliação. Após alguns dias, a instituição recebe as doses registradas, e só então elas serão conhecidas.
Correta: dosímetros de filme e TLD são comuns, passivos e usados para monitoração mensal de radiações como raios X e gama, com leitura posterior em laboratório.
Gabarito: C
Na dosimetria individual, o objetivo é medir a dose ocupacional recebida pelo trabalhador no exercício da atividade, normalmente com dosímetro de tórax ou de extremidade (anel), usando filme radiográfico ou TLD. Esses dispositivos são passivos: ficam com o trabalhador durante o período de monitoramento, depois são recolhidos e enviados para leitura laboratorial. Parece simples, mas a prova gosta de misturar isso com situações que não têm nada a ver com exposição ocupacional, como exame médico do próprio trabalhador. O ponto central aqui é este: dose ocupacional não se confunde com dose médica. As exposições médicas ou odontológicas não entram nos limites ocupacionais da radioproteção, porque são exposições intencionais do paciente, não do trabalhador. Por isso, o dosímetro não deve ser usado para "registrar" exame de saúde do próprio profissional, senão você suja a leitura e ainda mistura duas coisas diferentes. Em termos de radioproteção, cada dose tem sua caixinha: ocupacional, médica e do público. O gabarito é a alternativa C porque ela afirma que os limites de dose ocupacionais se aplicam às exposições médicas, o que está errado. Além disso, dizer que é permitido portar o dosímetro quando o trabalhador vai se submeter a exames médicos ou odontológicos também não faz sentido no contexto de monitoração ocupacional, já que isso altera a avaliação da dose de trabalho. A lógica normativa de radioproteção separa claramente a monitorização do trabalhador da exposição do paciente. Se você lembrar só de uma coisa, guarde esta: dosímetro ocupacional mede trabalho, não consulta, nem raio-X do dentista.