O Programa de Monitoração Radiológica Ambiental – PMRA, deve ser conduzido durante os diversos estágios do processo de obtenção de licença, autorização ou outro ato administrativo pertinente, emitido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN. As fases do PMRA são definidas em função de cada estágio, conforme aplicação, em pré-operacional, operacional, de descomissionamento e de pós-descomissionamento. Tendo como base a fase operacional, são considerados objetivos específicos dessa fase, EXCETO:
- A)Avaliar o nível de radiação e contaminação remanescente no meio ambiente.
Errada, porque avaliar radiação e contaminação remanescente é objetivo ligado ao descomissionamento ou pós-descomissionamento, não à fase operacional.
- B)Comprovar as condições previstas de isolamento da fonte e de controle da liberação de efluentes.
Certa, porque na fase operacional é preciso comprovar que a fonte permanece isolada e que a liberação de efluentes está controlada.
- C)Prover meios para demonstração ao público de que a fonte e a liberação de efluentes se encontram sob controle.
Certa, pois um objetivo do PMRA na operação é demonstrar ao público e aos órgãos de controle que a fonte e os efluentes estão sob controle.
- D)Avaliar os incrementos detectados nos níveis de radioatividade ou concentrações de atividades de radionuclídeos, em relação à fase pré-operacional, áreas de controle e níveis medidos nos anos anteriores.
Certa, já que a fase operacional compara os níveis atuais com a linha de base pré-operacional e com medições anteriores para identificar incrementos.
Gabarito: A
O PMRA, ou Programa de Monitoração Radiológica Ambiental, acompanha o impacto radiológico de uma instalação ao longo das fases do licenciamento e da operação. Na fase operacional, a lógica é simples: verificar se a fonte está isolada, se os efluentes estão sob controle e se o ambiente ao redor continua dentro dos limites esperados. É o momento de comparar o que foi medido na fase pré-operacional com o que aparece durante o funcionamento da instalação. Por isso, nessa fase, o programa serve para demonstrar ao público e aos órgãos de controle que a atividade está segura, além de detectar eventuais aumentos de radioatividade em relação ao padrão anterior. Também faz parte desse acompanhamento comprovar que as barreiras de contenção e os sistemas de liberação de efluentes estão funcionando como previsto. A alternativa A foge da fase operacional porque fala em avaliar o nível de radiação e contaminação remanescente no meio ambiente, algo típico de fase de descomissionamento ou pós-descomissionamento, quando a instalação já está sendo desativada e a preocupação passa a ser o passivo radiológico deixado para trás. Em termos normativos, essa divisão por fases é compatível com a lógica regulatória da CNEN para monitoração ambiental: antes da operação você cria a linha de base, durante a operação você controla e compara, e depois do encerramento você verifica o legado radiológico. O raciocínio da banca aqui é bem clássico: ela mistura fase operacional com fase final do ciclo.