Exames contrastados são testes radiológicos que utilizam meios de contraste para evidenciar determinadas partes anatômicas. Radiografias, tomografias e exames de ressonância magnética são exemplos de procedimentos radiológicos que podem utilizar meios de contraste. Sobre os exames contrastados, assinale a afirmativa correta.
- A)O bário é um meio de contraste negativo, enquanto o ar é positivo.
Errada, porque o bário é contraste positivo e o ar é contraste negativo.
- B)Os ossos são menos densos; portanto, absorvem menos radiação e aparecem em tons claros.
Errada, porque os ossos são mais densos, absorvem mais radiação e aparecem claros na radiografia.
- C)Os órgãos e as partes moles absorvem menos radiação, aparecendo escuros em registros de exames não contrastados.
Certa, porque órgãos e partes moles absorvem menos radiação e tendem a aparecer mais escuros em exames não contrastados.
- D)Os rins, o estômago, os vasos sanguíneos e outros tecidos são de fácil visualização, pois são partes mais opacas e aparecem de forma mais clara.
Errada, porque rins, estômago e vasos nem sempre são facilmente visualizados sem contraste e a descrição de opacidade está invertida.
- E)A via para administração de contraste endocavitária consiste no contraste inserido através da parede da cavidade examinada, injetada nos vasos sanguíneos.
Errada, porque a via endocavitária é pela cavidade ou orifício natural, não pela parede da cavidade nem pelos vasos sanguíneos.
Gabarito: C
Nos exames contrastados, o objetivo é aumentar a diferença de visibilidade entre estruturas que, sem ajuda, quase se “misturam” na imagem. O meio de contraste altera a forma como a radiação ou o sinal do exame interage com o corpo, deixando alguns órgãos, vasos ou cavidades mais fáceis de enxergar. Isso é muito comum em radiografia, tomografia e ressonância magnética, cada uma com seu tipo de contraste e sua lógica de uso. Na radiologia, vale lembrar a regra básica: estruturas mais densas e opacas absorvem mais radiação e, por isso, aparecem mais claras na radiografia. Já estruturas menos densas absorvem menos e tendem a aparecer mais escuras. É por isso que o contraste existe: para destacar o que seria pouco visível no meio do “cinza geral” da imagem. A alternativa C está correta porque órgãos e partes moles, em exames não contrastados, absorvem menos radiação do que os ossos e, por isso, costumam aparecer em tons mais escuros. Essa é a lógica da formação da imagem radiográfica: quanto menos radiação chega ao detector após atravessar o tecido, mais clara a estrutura; quanto mais radiação atravessa, mais escura ela fica. As demais alternativas trocam conceitos básicos. Bário é contraste positivo, não negativo, e o ar é um contraste negativo. Além disso, rins, vasos e estômago não são “de fácil visualização” sem contraste justamente porque muitos deles precisam do meio de contraste para se destacar melhor. Em provas, a banca gosta de inverter claro e escuro para ver se você está atento ao básico da física da imagem.