Considerando a realização dos exames de radiografia contrastada, quando há suspeita de fístula do trato gastrointestinal, o cuidado necessário durante a realização do exame esôfago-estômago-duodenografia consiste em:
- A)Não devemos oferecer o contraste baritado pelo risco de irritação peritoneal.
Correta: o contraste baritado deve ser evitado quando há suspeita de fístula do trato gastrointestinal, porque o extravasamento pode irritar o peritônio.
- B)Esôfago-estômago-duodenografia não é realizada quando há suspeita de fístula.
Errada: o exame pode ser realizado em situações selecionadas, apenas com a escolha adequada do contraste e do cuidado técnico.
- C)Não devemos utilizar meio de contraste devido ao risco de degradação da imagem no chassi.
Errada: o problema não é a imagem no chassi, e sim o risco clínico de extravasamento e irritação peritoneal.
- D)Não devemos oferecer o contraste iodado pela via oral devido ao maior risco de reação alérgica grave.
Errada: em suspeita de fístula, o raciocínio não é evitar contraste iodado por alergia, e sim considerar sua maior segurança caso haja vazamento.
Gabarito: A
Na esôfago-estômago-duodenografia, o contraste baritado é muito útil para avaliar a anatomia e o trânsito do trato digestivo alto, mas ele não deve ser usado quando há suspeita de fístula ou perfuração. O problema é simples: se o bário escapar para a cavidade peritoneal, ele pode causar irritação intensa e inflamação importante, complicando bastante o quadro. Por isso, nesses casos, o cuidado clássico é evitar o contraste baritado e, quando indicado, preferir contraste hidrossolúvel iodado, que é mais seguro se houver extravasamento. Essa conduta é ensinada na radiologia diagnóstica e decorre do risco de peritonite química causada pelo bário fora do tubo digestivo.