Sobre o princípio As Low As Reasonably Achivable (ALARA), levando em consideração a proteção radiológica, assinale a afirmativa correta.
- A)Estabelece que é melhor não utilizar nenhum tipo de proteção radiológica durante os exames médicos, pois a radiação é inofensiva em pequenas quantidades.
Errada, porque a proteção radiológica nunca é dispensada, já que a radiação ionizante exige controle e otimização de dose.
- B)Sugere que, em situações de emergência, não é necessário se preocupar com os níveis de exposição à radiação, pois os efeitos negativos são insignificantes em momentos críticos.
Errada, pois em situações de emergência a exposição continua devendo ser justificada e otimizada, nunca ignorada.
- C)Indica que a utilização de técnicas de proteção radiológica deve ser limitada apenas a profissionais de saúde e pesquisadores, não sendo aplicável ao público em geral.
Errada, porque os princípios de radioproteção também se aplicam ao público em geral, não apenas a profissionais e pesquisadores.
- D)As Low As Reasonably Achievable é um conceito que defende o uso indiscriminado de radiação em todas as situações, mesmo quando não há benefícios claros para a saúde do paciente.
Errada, já que ALARA defende justamente o oposto do uso indiscriminado de radiação, exigindo justificativa e redução da dose.
- E)Preconiza que, ao realizar procedimentos radiológicos, devemos manter a exposição à radiação tão baixa quanto razoavelmente possível, considerando os avanços tecnológicos e a adequação do procedimento para garantir a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.
Certa, porque ALARA orienta manter a exposição à radiação tão baixa quanto razoavelmente possível, sem perder a qualidade diagnóstica e considerando a segurança de todos.
Gabarito: E
O princípio ALARA vem do inglês As Low As Reasonably Achievable, e a ideia é simples: usar a menor dose de radiação possível para obter um exame útil e seguro. Em radioproteção, não se trata de “zerar” a radiação, porque isso nem sempre é viável, mas sim de reduzir a exposição ao mínimo razoável, sem comprometer a qualidade diagnóstica. Na prática, isso significa ajustar técnica, tempo de exposição, colimação, blindagem e escolher o exame mais adequado para cada situação. A lógica é sempre equilibrar benefício e risco: se dá para diagnosticar com menos dose, melhor ainda. Esse raciocínio vale para pacientes, profissionais e, quando aplicável, para o público exposto. Por isso, a alternativa correta é a que descreve exatamente essa postura: manter a exposição tão baixa quanto razoavelmente possível, levando em conta os avanços tecnológicos e a necessidade clínica do procedimento. Isso está alinhado com a doutrina clássica da radioproteção e com as diretrizes da CNEN, que adotam os três pilares: justificação, otimização e limitação de dose. Em resumo: ALARA não é “usar pouca radiação porque sim”, e sim otimizar o exame com responsabilidade. É o famoso “nem exagero, nem relaxo”: dose baixa, mas exame eficaz.