A rotina de processamento radiográfico ocorre dentro da câmara escura; adota uma rotina restrita e específica para que o filme seja processado com qualidade hábil para a análise da imagem para diagnóstico. Sobre a câmara escura, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Lugar específico onde se desenvolvem os processos de manuseio e revelação das películas/filmes radiográficos.
Correta, pois a câmara escura é justamente o local destinado ao manuseio e processamento dos filmes radiográficos.
- B)Caracterizada pela presença de luz natural, sendo permitida apenas uma luz de segurança, de cor alaranjada/avermelhada e de baixa intensidade (6,5 a 10 W), posicionada a uma distância de 150 cm do balcão.
Errada, porque a câmara escura não deve ter luz natural; ela deve ser protegida da iluminação ambiente e usar apenas luz de segurança apropriada.
- C)Dividida em parte úmida (tanques de reposição de químicos, mangueiras, torneira etc.) e parte seca (balcão, chassis, filmes etc.). O piso deve ser construído com azulejos opacos, para facilitar a limpeza, a manutenção e, ainda, evitar o acúmulo de poeira.
Correta, pois a divisão em área seca e área úmida é um padrão funcional do ambiente de processamento, e o piso opaco facilita limpeza e reduz reflexão e acúmulo de sujeira.
- D)Sua porta de acesso deve possuir um sistema de segurança de trancas para evitar a abertura acidental, podendo ser aberta apenas pelo profissional que está dentro da sala. Um sistema exaustor é necessário e obrigatório, pois os gases provenientes dos químicos são tóxicos e com tal dispositivo o ar será sempre renovado.
Correta, pois a porta deve evitar abertura acidental e a ventilação/exaustão é necessária para dispersar vapores químicos do processamento.
Gabarito: B
A câmara escura é o ambiente onde o filme radiográfico recebe todo o cuidado fora da luz comum: carregamento, revelação, fixação, lavagem e secagem. Por isso, ela precisa ser totalmente controlada, com vedação adequada, organização entre área seca e úmida e iluminação própria de segurança, bem fraquinha, para não velar o filme. A ideia central aqui é simples: filme radiográfico e luz branca normal não combinam. Se entrar luz natural, a imagem pode ser comprometida antes mesmo de chegar ao diagnóstico. É por isso que a banca cobra muito a noção de que a câmara escura não deve ter incidência de luz natural; ela deve ter apenas a luz de segurança apropriada. Na alternativa B mora o erro: ela diz que a câmara escura é caracterizada pela presença de luz natural, o que contraria a finalidade do local. A luz de segurança pode até ser alaranjada ou avermelhada e de baixa intensidade, mas não substitui, nem autoriza, a entrada de luz natural. Em prova, essa é a pegadinha clássica: trocar "ausência de luz natural" por "presença de luz natural" e ver se você pisca junto com o filme. Como referência técnica, isso é compatível com a rotina descrita em manuais de radiologia e proteção radiológica, que exigem controle de luminosidade, ventilação e divisão funcional do espaço para preservar a qualidade do processamento radiográfico.