Em relação à caracterização de massas mediastinais por ressonância magnética, assinale a correlação correta entre o padrão de sinal e o diagnóstico mais provável na topografia do mediastino anterior:
- A)Lesão sólida com áreas císticas, calcificações e hipersinal em T1 sugere linfoma tímico primário.
Errada: linfoma tímico primário não costuma ter hipersinal em T1 por gordura nem esse conjunto de áreas císticas e calcificações como padrão típico.
- B)Massa com hipersinal heterogêneo em T2, restrição à difusão e realce tardio pelo gadolínio sugere timoma tipo B2.
Errada: timoma pode ter heterogeneidade e realce, mas restrição à difusão e realce tardio não fecham especificamente timoma tipo B2 como descrito.
- C)Lesão com isosinal em T1, hipersinal em T2 e septações internas com realce sugere cisto broncogênico multiloculado.
Errada: cisto broncogênico geralmente é lesão cística do mediastino médio, não a hipótese mais compatível para mediastino anterior com esse padrão.
- D)Massa com hipossinal em T1 e T2, sem realce significativo pelo contraste sugere hiperplasia tímica nodular.
Errada: hiperplasia tímica costuma manter morfologia tímica preservada e não é classicamente uma massa hipossinal em T1 e T2 sem realce significativo.
- E)Lesão encapsulada com hipersinal em T1 e queda de sinal na sequência fat-sat sugere teratoma maduro cístico.
Certa: hipersinal em T1 com queda de sinal na fat-sat indica gordura, achado clássico de teratoma maduro, frequentemente encapsulado e cístico.
Gabarito: E
Na ressonância magnética, a chave para massas do mediastino anterior é reconhecer o “combo” de tecido presente. Quando a lesão tem gordura, ela costuma aparecer com hipersinal em T1 e perder sinal nas sequências com saturação de gordura (fat-sat). Isso é bem sugestivo de teratoma maduro, porque esse tumor germinativo pode misturar gordura, líquido, pelos, calcificações e outros componentes bem heterogêneos. O teratoma maduro costuma ser encapsulado e, muitas vezes, cístico ou misto. O detalhe mais útil aqui é a queda de sinal na fat-sat: se apagou, tem gordura no meio da história. Em prova, isso é quase um “dedo-duro” do diagnóstico. Já linfoma, timoma, cistos brônquicos e hiperplasia tímica têm padrões diferentes de sinal e realce, mas não costumam combinar hipersinal em T1 com supressão de gordura desse jeito. A banca quer que você associe composição tecidual com padrão de RM, sem cair na armadilha de nomes parecidos. Portanto, a alternativa E está correta porque descreve uma lesão encapsulada com gordura, padrão típico de teratoma maduro cístico. Em radiologia, quando o sinal some na fat-sat, a gordura está confessando o crime.