Doppler de amplitude, de potência ou de energia é uma técnica que representa a força total (amplitude) do sinal do Doppler de retorno. São vantagens dessa técnica todas as alternativas abaixo, EXCETO:
- A)É mais ângulo-dependente.
Errada, porque o Doppler de potência é menos dependente do ângulo de insonação, não mais.
- B)Facilita o delineamento do lúmen residual.
Certa, pois ele melhora a visualização do fluxo residual e ajuda a definir o lúmen remanescente.
- C)Sensibilidade para detecção de fluxos de baixa velocidade.
Certa, já que é muito sensível para detectar fluxos de baixa velocidade e pequenos vasos.
- D)É muito útil para análise das medidas dos critérios anatômicos.
Certa, porque auxilia na avaliação de critérios anatômicos ao evidenciar melhor a presença de fluxo.
- E)Auxilia também na diferenciação entre oclusão e suboclusão.
Certa, pois pode ajudar a distinguir oclusão completa de suboclusão ao mostrar fluxo residual.
Gabarito: A
O Doppler de amplitude, também chamado de Doppler de potência ou de energia, não mostra a velocidade do fluxo como foco principal. Ele destaca a intensidade do sinal de retorno, o que deixa a imagem muito sensível para captar fluxos fracos, lentos e vasos pequenos. Por isso, ele costuma ser ótimo quando o colorido convencional não enxerga bem o fluxo, especialmente em estruturas com circulação discreta. Na prática, essa técnica ajuda a delimitar melhor o lúmen residual, a diferenciar oclusão de suboclusão e a analisar alterações anatômicas com mais segurança. É aquele recurso que “puxa o fiozinho” do fluxo quando o Doppler colorido tradicional ainda está duvidando. Em várias situações vasculares, ele vira um aliado importante justamente por ser mais sensível. O ponto-chave da questão é que o Doppler de potência é menos dependente do ângulo de insonação, e não mais. Como ele não se baseia na mudança de frequência para estimar velocidade, a influência do ângulo é bem menor. Então a alternativa que diz que ele é mais ângulo-dependente está invertida e, por isso, é a exceção pedida no enunciado. Em resumo: ele é útil para fluxos lentos, vasos pequenos, delimitação do lúmen e diferenciação entre oclusão e suboclusão. O erro clássico é confundir essa técnica com o Doppler espectral ou colorido comum, onde o ângulo pesa muito mais na interpretação.