O banho-maria é um equipamento de uso cotidiano nos laboratórios de química. Em sua estrutura, há uma resistência elétrica que fica submersa em água. Devido ao uso, com um tempo, a resistência diminui sua eficiência e, muitas vezes, chega a quebrar. O técnico de laboratório, para manter a eficiência e diminuir o risco de quebra desse equipamento, deve preencher o equipamento
- A)com água potável que, por ser uma água tratada para consumo, evita o desgaste
Errada, porque água potável ainda pode conter sais dissolvidos e não é a melhor escolha para evitar incrustações na resistência.
- B)com água potável e acrescentar o cloreto de sódio e o EDTA para que ocorra a diminuição dos sais dissolvidos.
Errada, porque adicionar cloreto de sódio aumenta a quantidade de sais e piora a condutividade e a formação de depósitos.
- C)com água purificada e acrescentar cloreto de sódio para diminuir a condutividade e, assim, o desgaste do equipamento.
Errada, porque o cloreto de sódio não diminui a condutividade; ele a aumenta, favorecendo mais problemas no equipamento.
- D)com água purificada e colocar EDTA para evitar a formação de crostas de sais de cálcio e magnésio, o que diminui a eficiência do equipamento.
Certa, porque água purificada e EDTA ajudam a evitar crostas de sais de cálcio e magnésio, preservando a eficiência da resistência.
Gabarito: D
O banho-maria é daqueles equipamentos simples, mas que sofrem quando a água usada não é adequada. Como a resistência fica submersa, qualquer sal dissolvido na água pode favorecer a formação de crostas, a famosa incrustação, principalmente de sais de cálcio e magnésio. Com o tempo, essa película atrapalha a transferência de calor, faz o equipamento trabalhar mais e ainda aumenta o risco de quebra da resistência. Por isso, o ideal é usar água purificada e, quando necessário, adicionar EDTA. O EDTA é um agente quelante, isto é, ele “segura” íons como cálcio e magnésio, evitando que eles formem depósitos sólidos na resistência. Na prática, isso mantém o aquecimento mais eficiente e reduz o desgaste do aparelho. Repare que o problema aqui não é falta de água, nem excesso de “tratamento para consumo”. O ponto central é impedir a deposição de sais que causam crostas. Em laboratório, a lógica costuma ser: menos impureza na água, menos incrustação, mais vida útil do equipamento. Então o gabarito D está correto porque a água purificada reduz a carga de sais e o EDTA ajuda a evitar a formação dessas crostas de cálcio e magnésio. É uma medida clássica de manutenção preventiva de equipamentos aquecidos por imersão.