Sulfato (SO42-) é um íon amplamente distribuído na natureza e pode estar presente em águas naturais em concentrações que variam de poucos a milhares de miligramas por litro. Os resíduos da drenagem de minas, por exemplo, podem contribuir com grandes quantidades de SO42- por meio da oxidação da pirita, contaminando águas naturais. Para atender à Portaria 2914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde (2914/2011 MS) optou-se pelo método turbidimétrico para a determinação de sulfato. Este método geralmente oferece limite de quantificação (LQ) de 5mg SO42- L-1 . A esse respeito, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F). ( ) O método turbidimétrico baseia-se no tratamento da amostra com cloreto de magnésio e formação do precipitado MgSO4. ( ) O método turbidimétrico pode ser usado para determinação de sulfato para atendimento à portaria 2914/2011 MS, pois o LQ é menor que o valor máximo permitido para SO4 2- pela norma. ( ) No método turbidimétrico, cor e sólidos suspensos são interferentes. Nessa situação, a correção da absorvância por comparação com ensaios de brancos (nos quais não se adiciona o precipitante) é necessária. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V – V – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa: o precipitado do método não é MgSO4, e sim um sal pouco solúvel de bário com sulfato.
- B)F – V – V.
Certa, pois a primeira afirmativa é falsa e as duas seguintes são verdadeiras, formando a sequência F - V - V.
- C)V – F – F.
Errada, porque a segunda e a terceira afirmativas estão corretas, então não podem ser marcadas como falsas.
- D)V – V – F.
Errada, porque a primeira afirmativa está errada, e a terceira também é verdadeira, não falsa.
- E)F – F – V.
Errada, porque a primeira afirmativa não é verdadeira e a segunda também é verdadeira, então a sequência não fecha.
Gabarito: B
O método turbidimétrico para sulfato é um clássico de laboratório: você provoca a formação de um precipitado muito fino e mede a turbidez gerada pela suspensão. Aqui, o detalhe decisivo é que o sulfato não reage com cloreto de magnésio para formar MgSO4, porque isso não gera precipitado. O procedimento correto usa, em geral, bário, formando BaSO4, que é pouco solúvel e deixa a solução turva. Na prática, a turbidimetria é muito útil para quantificar sulfato em água, inclusive para fins de controle de potabilidade. Se o limite de quantificação do método é 5 mg SO4 2- L-1 e a norma admite valor máximo bem acima disso, o método atende com folga analítica. Por isso a segunda afirmativa é verdadeira. Outro ponto importante: qualquer coisa que atrapalhe a leitura da turbidez pode bagunçar o resultado. Cor da amostra e sólidos suspensos são interferentes típicos, então a correção com branco, sem adicionar o precipitante, ajuda a separar o que é sinal da reação do que já existia na amostra. Em prova, isso costuma aparecer como uma pequena armadilha com cara de detalhe técnico. Assim, a sequência correta é F - V - V, que corresponde à alternativa B.