Os principais meios corrosivos de materiais são os mecanismos químico e eletroquimico. No processo de corrosão eletroquímica, ocorre um fluxo de elétrons, que se desloca de uma área da superfície metálica para a outra. A diferença de potencial de natureza eletroquimica, se estabelece entre as regiões que envolvem transferência desses elétrons. As reações na corrosão eletroquimica são anódicas e catódicas (oxidação e redução). Assim, é correto afirmar que:
- A)materiais de natureza química diferentes, também conhecidos como corrosão galvânica, não atuam em meio salino ou no líquido insurgente.
Errada, porque a corrosão galvânica ocorre justamente quando materiais diferentes estão em contato na presença de um eletrólito, como em meio salino.
- B)a corrosão eletroquímica envolve a presença de uma solução que permite o movimento dos íons.
Certa, pois a corrosão eletroquímica depende de uma solução condutora que permita o movimento dos íons e feche o circuito da corrosão.
- C)na corrosão galvânica, a diferença de potencial que leva à corrosão eletroquimica ocorre devido ao contato de dois materiais de natureza química iguais em presença de um eletrólito inerte.
Errada, porque a corrosão galvânica envolve materiais de naturezas diferentes, não iguais, e a presença de eletrólito é essencial, não inerte.
- D)a presença de região tensionada tem um maior número de discordâncias, e o material fica mais reativo. tensões levam a diferentes trincas e fissuras atuam como focos à corrosão não localizada.
Errada no contexto da afirmação geral, pois descreve corrosão sob tensão e efeitos mecânicos, não a condição básica da corrosão eletroquímica pedida na questão.
- E)poros também funcionam como regiões catódicas, havendo a liberação de pb++ e na+, que são corrosivos.
Errada, porque poros não são necessariamente regiões catódicas e os íons citados não são apresentados corretamente como produtos corrosivos nesse processo.
Gabarito: B
Na corrosão eletroquímica, o material não se desgasta sozinho em “modo poético”: ele precisa de um meio que permita a circulação de íons, geralmente na presença de água e eletrólitos. É isso que cria a pilha de corrosão, com uma região anódica onde ocorre oxidação e outra catódica onde ocorre redução. Os elétrons saem do ânodo e percorrem o metal até o cátodo, enquanto os íons fecham o circuito no meio corrosivo. Por isso, a presença de solução condutora é condição essencial para esse tipo de corrosão. Sem um meio iônico, não há como sustentar o fluxo de cargas que mantém o processo. Em termos simples: metal + eletrólito + diferença de potencial = problema. O enunciado descreve exatamente essa lógica ao falar do deslocamento de elétrons entre áreas da superfície metálica. A alternativa B está correta porque a corrosão eletroquímica envolve, sim, uma solução que permite o movimento dos íons. Esse é o fundamento clássico ensinado em Química de corrosão: o eletrólito viabiliza a transferência iônica, enquanto o metal conduz elétrons. É a dupla eletricidade do desastre. As demais alternativas trazem ideias trocadas, exageradas ou biologicamente/juridicamente deslocadas para o tema. O ponto central aqui é lembrar que corrosão eletroquímica não é só “metal enferrujando”, mas um processo redox completo, com ânodo, cátodo e meio condutor.