Leia o texto: O “sal marinho”, por não passar pelo processo químico do sal comum, tem uma quantidade menor de aditivos químicos como conservantes e corantes associados ao desenvolvimento de câncer. Ele mantém maior quantidade de minerais como cálcio, potássio, ferro, zinco e iodo. O Globo, 16.3.2023, p.23. Assinale a opção em que todos os elementos citados formam naturalmente cátions bivalentes.
- A)Cálcio – Potássio – Ferro.
Errada, porque o potássio forma K+ e não um cátion bivalente.
- B)Ferro – Zinco – Iodo.
Errada, porque o iodo não forma cátion bivalente; em geral ele forma I-.
- C)Cálcio – Potássio – Iodo.
Errada, porque o potássio não é bivalente e o iodo não é cátion.
- D)Cálcio – Ferro – Zinco.
Certa, porque cálcio, ferro e zinco formam naturalmente cátions com carga +2.
- E)Ferro – Potássio – Iodo.
Errada, porque potássio é monovalente e iodo é normalmente ânion, não cátion.
Gabarito: D
A questão quer que voce identifique quais elementos, em sua forma iônica mais comum, formam cátions com carga +2, ou seja, cátions bivalentes. Em Química básica, isso aparece muito na tabela periódica: metais do grupo 2 costumam formar íons 2+, e alguns metais de transição também entram nessa dança. É o caso de cálcio (Ca2+), ferro (Fe2+ ou Fe3+, sendo Fe2+ um cátion bivalente) e zinco (Zn2+). Já o potássio não faz esse papel de bivalente: ele pertence ao grupo 1 e forma naturalmente K+, um cátion monovalente. O iodo, por sua vez, é um halogênio e tende a formar I-, isto é, ânion, não cátion. Então, quando a alternativa traz potássio ou iodo no meio dos cátions bivalentes, a conta desanda. Por isso, o gabarito é a letra D: cálcio, ferro e zinco são os elementos que formam naturalmente cátions bivalentes. Em linguagem de prova, pense assim: grupo 2 = carga +2 quase automática; ferro e zinco também costumam aparecer com essa valência em sais e compostos iônicos. A FGV gosta de misturar nome do elemento com carga iônica e testar se voce sabe separar metal que vira cátion de não metal que vira ânion. Aqui, o segredo foi reconhecer a carga mais comum de cada um, sem cair na armadilha do nome familiar.