“A base da análise gravimétrica é a pesagem de uma substância obtida pela precipitação de uma solução, ou volatizada e subsequentemente absorvida.” (MENDHAM, J. [et al.]. et al. VOGEL, Análise Química Quantitativa. 6. ed. RIO DE JANEIRO: LTC, 2002) Considerando os fatores que determinam o sucesso de uma análise por precipitação, assinale a afirmativa incorreta.
- A)O precipitado deve ser formado por partículas de dimensões mínimas, da ordem de 0,1µm, para filtração eficiente usando um papel de filtro quantitativo.
Errada, porque precipitados muito finos, como os de 0,1 µm, dificultam a filtração e aumentam perdas; o ideal é formar partículas maiores e mais facilmente filtráveis.
- B)O precipitado deve poder ser separado facilmente da solução por filtração usando um papel de filtro quantitativo.
Certa, pois o precipitado precisa ser separado com facilidade da solução por filtração usando papel quantitativo.
- C)O precipitado deve poder ser lavado para eliminação completa das impurezas.
Certa, já que o precipitado deve permitir lavagem eficiente para remover impurezas sem se perder.
- D)O precipitado deve poder ser convertido em uma substância pura e de composição bem definida.
Certa, porque a forma final pesada deve ser pura e ter composição bem definida.
- E)O precipitado deve ser insolúvel o bastante para que não ocorram perdas apreciáveis na filtração usando um papel de filtro quantitativo.
Certa, pois o precipitado deve ter baixa solubilidade para evitar perdas apreciáveis durante a filtração.
Gabarito: A
Na análise gravimétrica por precipitação, o segredo não é apenas formar o sólido, mas formar um precipitado “bonito para laboratório”: fácil de filtrar, lavar e transformar em uma forma pura e estável para pesagem. Em outras palavras, o precipitado precisa colaborar com o método, e não virar um drama de entupimento de filtro e perda de material. Por isso, o ideal é que ele seja pouco solúvel, para evitar perdas na filtração, e que possa ser separado com facilidade usando papel de filtro quantitativo. Além disso, deve suportar a lavagem para remover impurezas adsorvidas ou ocluídas, e depois ser convertido em uma substância de composição bem definida, que é o que dá confiabilidade ao resultado final. O ponto que derruba a alternativa A é justamente o tamanho das partículas. Em gravimetria, não se quer um precipitado formado por partículas mínimas da ordem de 0,1 µm, porque partículas muito pequenas passam mais facilmente pelo filtro, aumentam a coloidização e dificultam a separação. O desejável é um precipitado mais grosseiro, cristalino e facilmente filtrável. Esse é um princípio clássico da Química Analítica Quantitativa, como nos manuais de referência usados em concursos e laboratório, a exemplo do Vogel e do Mendham. A lógica é simples: quanto mais “amigável” o precipitado for para filtração e purificação, mais confiável será a pesagem final.