No Brasil, a poluição atmosférica proveniente da queima de árvores emite 2 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano. Dados: massas molares (g.mol-1): C=12; O=16. Considere a constante de Avogadro igual a 6 x 1023. O número de moléculas desse gás lançadas por ano na atmosfera é de, aproximadamente,
- A)6 x 1032
Errada, porque 6 x 10^32 subestima muito o número de moléculas após converter corretamente toneladas em gramas e aplicar o número de Avogadro.
- B)3 x 1037
Certa, porque 2 x 10^15 g de CO2 correspondem a cerca de 4,5 x 10^13 mol, o que dá aproximadamente 2,7 x 10^37 moléculas, arredondando para 3 x 10^37.
- C)1,5 x 1038
Errada, porque 1,5 x 10^38 é maior do que a estimativa correta, resultado de superestimar a conversão ou a multiplicação final.
- D)9 x 1038
Errada, porque 9 x 10^38 está muito acima da ordem de grandeza esperada para essa massa anual de CO2.
- E)1,2 x1040
Errada, porque 1,2 x 10^40 é exagero de duas ordens de grandeza em relação ao valor obtido pela conta correta.
Gabarito: B
A ideia aqui é converter a massa de CO2 em número de moléculas. Primeiro, lembre que a massa molar do gás carbônico é 44 g/mol, pois C = 12 e O2 = 32. Se a queima libera 2 bilhões de toneladas por ano, isso corresponde a 2 x 10^9 toneladas, ou 2 x 10^15 g, porque 1 tonelada = 10^6 g. Agora vem a conta de química básica: número de mols = massa / massa molar. Então, n = (2 x 10^15) / 44, o que dá aproximadamente 4,5 x 10^13 mol. Depois, multiplica pela constante de Avogadro: 4,5 x 10^13 x 6 x 10^23. Fazendo a estimativa, 4,5 x 6 = 27, então resulta em cerca de 2,7 x 10^37 moléculas. Como a questão pede uma aproximação, o valor mais próximo é 3 x 10^37, que é a alternativa B. Esse tipo de questão cobra conversão de unidades e leitura de ordem de grandeza. O truque é não se perder no tamanho dos números: primeiro massa em gramas, depois mols, depois moléculas. Química adora esse caminho em três passos.