Erros sistemáticos são os que podem ser evitados ou cujas magnitudes podem ser determinadas. Os mais importantes são os erros operacionais, os erros devidos aos equipamentos ou reagentes e os erros inerentes ao método empregado. Com o objetivo de reduzir os erros sistemáticos, um analista promoveu a adição à amostra de quantidades conhecidas do constituinte a ser determinado, gerando uma sequência de amostras fortificadas. Em seguida, ele analisou essa sequência e determinou a quantidade total do analito na amostra pelo método gráfico, por extrapolação. Nesse caso, o analista adotou o procedimento denominado
- A)adição padrão.
Correta: descreve o método de adição padrão, com fortificação da amostra e determinação por extrapolação gráfica.
- B)análise de branco.
Errada: análise de branco serve para medir e subtrair sinal de reagentes ou do sistema, não para fortificar amostras com analito.
- C)método da amplificação.
Errada: método da amplificação não é o procedimento descrito no enunciado, que fala em adição de quantidades conhecidas ao próprio material analisado.
- D)método das análises independentes.
Errada: análises independentes não envolvem sequência de amostras fortificadas nem extrapolação para estimar o analito original.
- E)método da padronização externa.
Errada: padronização externa usa curva com padrões preparados separadamente, e não adição do padrão à própria amostra.
Gabarito: A
Quando o assunto é erro sistemático, a ideia central é simples: ele desloca o resultado sempre na mesma direção, então você tenta contornar ou medir esse desvio. Uma das formas clássicas de fazer isso em Química Analítica é a técnica de adição de padrão, muito usada quando a matriz da amostra pode atrapalhar a leitura do equipamento. Em vez de confiar só na curva externa, você vai enriquecendo a própria amostra com quantidades conhecidas do analito e observa como o sinal cresce. É exatamente isso que o enunciado descreve: o analista adicionou quantidades conhecidas do constituinte à amostra, formou uma sequência de amostras fortificadas e depois fez a leitura gráfica por extrapolação para achar a quantidade original do analito. Esse procedimento é a adição padrão, porque o padrão é adicionado diretamente na amostra para compensar efeitos de matriz e reduzir erro sistemático. A lógica é quase de detetive: você não pergunta só “quanto sinal apareceu?”, mas “quanto o sinal muda quando eu acrescento algo que já sei?”. Assim, o método ajuda a corrigir interferências que poderiam fazer a amostra parecer mais fraca ou mais forte do que realmente é. Em provas, sempre desconfie quando o texto falar em fortificação da amostra com quantidades conhecidas e leitura por extrapolação. Não há aqui fundamento legal, porque é um tema técnico de Química Analítica, não jurídico. O que vale é o conceito clássico dos métodos de calibração e correção de matriz, muito cobrado em técnicas de laboratório.