A técnica do radiocarbono é largamente utilizada na arqueologia e na antropologia como forma de estimar a idade de determinados artefatos. Esse radioisótopo possui tempo de meia vida de 5600 anos e decai a uma taxa de 14,0dpm.g-1 (desintegrações por minuto por grama). Considerando que a análise de um artefato encontrado por arqueólogos tenha apresentado atividade de carbono-14 equivalente a 10,7dpm.g-1 é possível estimar que a idade do artefato (em anos) é, aproximadamente, igual a (Dados: use log 1,3 = 0,11 e log 2 = 0,3)
- A)1300.
Errada, porque 1300 anos corresponde a menos de um quarto de meia-vida, e a atividade ainda estaria mais alta do que 10,7 dpm.g-1.
- B)2050.
Certa, pois a atividade caiu de 14,0 para 10,7 dpm.g-1, o que representa cerca de 0,37 meia-vida, isto é, aproximadamente 2050 anos.
- C)2780.
Errada, porque 2780 anos já seria quase meia-vida, e a atividade estaria mais próxima de 7,0 dpm.g-1.
- D)3420.
Errada, pois 3420 anos é tempo demais para uma queda pequena como a observada, que indica menos de meia-vida decorrido.
Gabarito: B
Em decaimento radioativo, a ideia central é sempre a mesma: a quantidade de material vai diminuindo com o tempo, e isso acontece de forma exponencial. No caso do carbono-14, a meia-vida é 5600 anos, isto é, a cada 5600 anos sobra metade da atividade inicial. Não é queda linear, então aqui não vale fazer conta de regra de três simples e sair feliz demais.